A quinta edição do Radar Agtech Brasil traz novidades em relação às análises de ambientes de inovação e investidores do setor agro brasileiro, além de dados sobre agtechs. Um levantamento realizado em parceria entre a Embrapa, a Homo Ludens e a SP Ventures revela um expressivo crescimento dos ambientes de inovação entre os anos de 2023 e 2024. Incubadoras, aceleradoras de startups, hubs de inovação e parques tecnológicos apresentaram um aumento significativo nesse período.
De acordo com o relatório, a Região Sudeste ainda mantém o protagonismo nesse setor, porém as Regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste vem aumentando sua representatividade. Esse crescimento vem acompanhado de um aumento de investimentos em agtechs na América Latina, que cresceram 25%, abrindo oportunidades para empresas brasileiras. O lançamento desse levantamento ocorreu dentro do Radar Agtech Summit, no Cubo Itaú em São Paulo, com transmissão virtual.
O documento destaca a importância da inovação no agro não se limitar apenas às startups, mas também atingir o produtor rural, promovendo eficiência, sustentabilidade e competitividade. A conexão entre diferentes atores do ecossistema como startups, investidores e ambientes de inovação é crucial para transformar a cadeia agroalimentar. A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, ressalta que o radar é uma referência em inteligência estratégica para o setor de inovação agroalimentar no Brasil.
Além disso, o relatório aponta para a descentralização gradual dos ambientes de inovação pelas regiões brasileiras, com um crescimento significativo em outras regiões. As agtechs também apresentaram um crescimento acima de 75% desde a primeira edição do Radar, refletindo a rápida expansão desse setor no Brasil. Tendências como a digitalização do campo, a sustentabilidade e a internacionalização das startups brasileiras também são destacadas no relatório.
Os investimentos em agtechs na América Latina têm crescido, priorizando tecnologias que promovam eficiência, sustentabilidade e competitividade no agronegócio. No entanto, ainda há espaço para ampliar a presença de investidores estratégicos na região. O documento também aborda a importância da resiliência e adaptação às mudanças climáticas no agro, apontando soluções integradas que alinhem produtividade, sustentabilidade e inclusão social.
Com informações da Embrapa
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