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Nova técnica de biorreator com farinha de arroz revoluciona controle biológico de doenças agrícolas.

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Uma nova técnica de biorreator em grânulo está revolucionando a produção e viabilidade do fungo Trichoderma, trazendo benefícios significativos para a agricultura. Esta abordagem inovadora utiliza a farinha de arroz, o que não apenas reduz os custos, mas também aproveita os subprodutos agroindustriais, tornando-a uma alternativa sustentável e econômica.

Os pesquisadores brasileiros da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Embrapa Meio Ambiente (SP) desenvolveram esse método que utiliza a farinha de arroz como substrato para o biorreator em grânulo, um sistema que tem se mostrado altamente eficiente. O grande diferencial dessa pesquisa está no uso de grânulos secos contendo conídios do fungo, que agem como “sementes” biológicas.

Esses grânulos, quando armazenados sob refrigeração, mantêm sua viabilidade por mais de 24 meses, o que é essencial para aplicações em larga escala na agricultura. Ao serem incorporados ao solo, o Trichoderma presente nos grânulos mostrou-se eficaz no controle de patógenos do solo, como os escleródios de Sclerotinia sclerotiorum, causador de doenças que afetam diversas culturas valiosas economicamente.

Além disso, o uso de fontes de nitrogênio durante o processo de fermentação do fungo resultou em um aumento significativo na produção de Trichoderma. Fontes complexas de nitrogênio, como levedura hidrolisada e licor de milho, superaram as tradicionais fontes inorgânicas, demonstrando a importância de explorar alternativas mais sustentáveis na agricultura.

A utilização da farinha de arroz como substrato também se mostrou relevante no contexto atual de aumento nos preços do arroz no Brasil, promovendo a sustentabilidade ao valorizar materiais que poderiam ser descartados. Essa abordagem, alinhada com o conceito de economia circular, representa um avanço significativo no controle biológico de doenças nas plantas cultivadas.

O Trichoderma asperelloides, derivado desse método inovador, apresenta inúmeras aplicações no controle de fitopatógenos do solo, na proteção de hortaliças e plantas ornamentais, na redução de nematoides e na melhoria do solo agrícola. Sua eficácia comprovada em diversas culturas mostra-se como uma alternativa sustentável e ambientalmente responsável ao uso de fungicidas químicos, contribuindo para práticas agrícolas mais seguras e ambientalmente corretas.

Em resumo, essa técnica inovadora representa um avanço significativo no controle biológico de doenças agrícolas, mostrando o potencial do Brasil como líder em inovações agrícolas. Com produtos derivados dessa pesquisa com potencial para atender ao mercado interno e externo, a agricultura brasileira pode se beneficiar amplamente desse avanço em direção a soluções agrícolas mais sustentáveis e eficazes.

Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Gerald Holmes / Embrapa

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