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Projeto Lagos do São Francisco gera R$ 20,5 milhões em valor social para 508 agricultores nordestinos

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A avaliação de impacto de um projeto inovador desenvolvido pela Embrapa destaca um resultado impressionante: um valor social total de R$ 20,5 milhões, gerado a partir de um investimento de R$ 7 milhões. Esta iniciativa, que ocorreu entre 2019 e 2024, beneficiou diretamente 508 agricultores em 12 municípios localizados em quatro estados do Nordeste brasileiro, transformando suas práticas agrícolas e promovendo a sustentabilidade.

Entre os muitos benefícios observados, estão os avanços econômicos, ambientais e motivacionais, que contribuíram para a redução da insegurança financeira das famílias envolvidas. Os Campos de Aprendizagem Tecnológica (CATs), criados como espaços de experimentação e aprendizado, foram fundamentais para facilitar a adoção de novas práticas produtivas e a recuperação ambiental nas propriedades rurais. Essa rede de instituições, composta por entidades tanto públicas quanto privadas, proporcionou os insumos e capacitações necessárias, fortalecendo as cadeias produtivas locais.

O estudo de impacto, realizado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), revelou que o projeto “Lagos do São Francisco” gerou R$ 2,92 em benefícios sociais para cada R$ 1,00 investido. Com financiamento da AXIA Energia, anteriormente Eletrobras Chesf, e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o projeto focou no fortalecimento da agricultura familiar e na promoção de práticas sustentáveis. Essa atuação transformou realidades em comunidades que historicamente enfrentavam dificuldades, melhorando as condições de vida em várias áreas do Semiárido.

Os dados mostram um quadro promissor: 78% dos entrevistados mencionaram melhorias na alimentação familiar e 85% sentiram-se mais seguros financeiramente. Além disso, o sentimento de otimismo e a motivação para o trabalho aumentaram entre os agricultores, com 91% relatando uma visão mais positiva sobre sua capacidade de viver da própria produção. Impactos ambientais notáveis também foram identificados, com 56% dos participantes adotando práticas de preservação e reflorestamento.

O sucesso do projeto deve-se à colaboração entre várias instituições. Técnicos e professores de universidades locais, junto com equipes da Embrapa, desempenharam papéis cruciais na execução e supervisão das atividades. Essa colaboração ao longo do tempo possibilitou um desenvolvimento holístico, que contou com a participação ativa das comunidades.

Os agricultores, como Clênio da Silva e Cícero Lima, expressaram como as técnicas aprendidas através desse projeto contribuíram para a melhoria da qualidade de suas produções e, consequentemente, para suas rendas. As transformações positivas nas vidas dos participantes são visíveis, refletindo não apenas em termos econômicos, mas também em uma nova perspectiva de futuro mais promissora e sustentável. O projeto “Lagos do São Francisco” se confirma como um modelo de cooperação e prática produtiva, com resultados que vão muito além do campo agrícola.

Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Francisco Evangelista / Embrapa

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