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Nova Plataforma com IA Revoluciona Diagnóstico e Manejo da Ferrugem Asiática da Soja no Brasil

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Cientistas brasileiros desenvolveram uma inovadora plataforma digital que utiliza inteligência artificial (IA) para diagnosticar a ferrugem asiática da soja, uma das doenças mais prejudiciais para essa cultura. Essa ferramenta é fundamentada em uma combinação de dados climáticos, agronômicos e imagens digitais, permitindo uma avaliação precisa do risco de ocorrência da doença. O sistema, que opera em nuvem, gera relatórios detalhados com recomendações de manejo, ajudando os agricultores a tomar decisões fundamentadas e bem informadas no campo.

A interface deste sistema on-line permite que os produtores acompanhem em tempo real a evolução da ferrugem, bem como os níveis de severidade nas plantações. Esse acompanhamento é feito por meio da coleta de dados provenientes de sensores ambientais, imagens digitais das folhas de soja e variáveis agronômicas, como o tipo de cultivar, o espaçamento entre as plantações e o calendário de cultivo. Com essas informações, o sistema é capaz de apresentar os riscos de infestação em diferentes níveis: baixo, médio e alto.

As consequências da ferrugem asiática são alarmantes; segundo dados da Embrapa, a doença pode resultar em perdas de até 80% na lavoura e elevar os custos de controle a mais de US$ 2 bilhões por safra. A transmissão do patógeno, chamado Phakopsora pachyrhizi, ocorre principalmente pelo vento, o que torna sua prevenção ainda mais desafiadora. O controle é frequentemente feito com fungicidas, que têm se mostrado cada vez mais ineficazes devido à resistência do fungo. A abordagem proposta pela nova plataforma promete um uso mais racional desses defensivos, beneficiando tanto o meio ambiente quanto a viabilidade econômica dos produtores, que experimentam uma redução nos custos de cultivo.

A pesquisa foi desenvolvida em um projeto acadêmico que envolveu um doutorado na Universidade Federal de São Carlos, com a colaboração de especialistas da Embrapa Instrumentação. O sistema utiliza técnicas avançadas de processamento de dados para classificar a favorabilidade da doença, baseada em um conjunto estatístico que considera múltiplas variáveis. Esta metodologia se revelou mais eficaz do que modelos tradicionais, oferecendo maior precisão na previsão da infecção.

Além de sua eficácia prática no campo, esta pesquisa também desempenha um papel importante na formação de novos profissionais. Seu uso em sala de aula serve como um exemplo de como a tecnologia pode resolver problemas reais na agricultura, preparando os estudantes para enfrentar os desafios do setor. Esse desenvolvimento não só aprimora os métodos de controle na agricultura, mas também gera uma nova geração de especialistas com um entendimento mais profundo de como as soluções tecnológicas podem ser aplicadas em diferentes contextos.

Com a disponibilização do sistema para o setor produtivo e a busca ativa por parcerias privadas, os pesquisadores visam garantir que essa inovadora ferramenta seja amplamente implementada, auxiliando assim os agricultores no combate à ferrugem asiática e promovendo cultivos mais sustentáveis e rentáveis.

Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Pedro Singer / Embrapa

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