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Ministério da Agricultura e Embrapa Avançam em Gestão de Riscos com Zarc Níveis de Manejo

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O Ministério da Agricultura e Pecuária, em colaboração com a Embrapa, deu um passo significativo na modernização da gestão de riscos agrícolas com a recente aprovação da segunda fase do Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). Esta decisão, estabelecida pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, busca aprimorar as políticas voltadas para a segurança na produção rural.

A nova fase do projeto promete ampliar sua atuação para diversas unidades federativas, além de aumentar os percentuais de subvenção ao prêmio de seguro rural e incluir uma nova cultura a partir de 2026. Essa iniciativa visa estimular os produtores a aderirem ao seguro rural, integrando tecnologia e ciência com as práticas agrícolas.

Um dos principais destaques do novo modelo é a inclusão da cultura da soja nos estados de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Paraná. Para esta cultura, foram destinados R$ 1 milhão em recursos oriundos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Essa medida reforça a continuidade e expansão das políticas públicas associadas ao mercado agropecuário.

Outra alteração significativa diz respeito ao aumento dos percentuais de subvenção para locais classificados no sistema SINM, desenvolvido pela Embrapa. Esses percentuais são escalonados, com 30% para áreas nas categorias NM2, 35% para NM3 e 40% para NM4, incentivando práticas de manejo mais eficazes e sustentáveis.

Além disso, o modelo permite a classificação antecipada das áreas produtivas, oferecendo a produtores e seguradoras acesso prévio às informações sobre o nível de manejo. Isso não apenas contribui para uma avaliação mais assertiva dos riscos, mas também proporciona maior previsibilidade e ajustes potenciais nos custos dos seguros.

Outra novidade do ZarcNM é a inclusão do milho de segunda safra, que agora passa a fazer parte do projeto nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Também foram alocados R$ 1 milhão para apoiar esta cultura, com subvenções de até 50% para áreas classificadas nos níveis de manejo 3 e 4, representando o maior percentual do programa.

Espera-se que a implementação desta nova fase do ZarcNM solidifique seu papel como um inovador instrumento de avaliação de riscos climáticos, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis e eficientes. Ao incorporar a gestão do histórico de uso do solo, o modelo busca ainda fortalecer o seguro rural e aprimorar a eficiência dos gastos públicos, colocando o setor agrícola em uma posição avançada na gestão de riscos.

O ZarcNM é um avanço importante que se diferencia do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) tradicional, ao introduzir a qualidade do manejo do solo como um fator crítico na mitigação de riscos climáticos. Essa abordagem reconhece que práticas conservacionistas, como o Sistema Plantio Direto, resultam em solos com maior capacidade de infiltração e retenção de água, criando um ambiente mais resiliente a eventos climáticos adversos.

A aplicação inicial do ZarcNM já foi testada na cultura da soja no Paraná e, na próxima fase, se expandirá para os três estados do Sul do Brasil e Mato Grosso do Sul, também abrangendo o milho de segunda safra.

Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária

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