Na última quarta-feira, 15 de novembro, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu na sede do ministério o presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), Elias Lima. O objetivo da reunião foi discutir a atual situação do mercado de fertilizantes, tanto em âmbito nacional quanto internacional.
A Anda representa um setor vital da agroindústria, com mais de 120 associados que incluem desde pequenos misturadores até grandes multinacionais da área de adubos e fertilizantes. Entre os temas abordados, destacaram-se a abertura de novos mercados e a crescente importância dos bioinsumos no Brasil, refletindo uma tendência global em busca de práticas agrícolas mais sustentáveis.
Durante a reunião, André de Paula ressaltou a relevância do encontro inicial com a associação, afirmando que esta interação é fundamental para identificar e priorizar as demandas estratégicas do setor. A troca de informações e experiências revelou-se essencial para entender as necessidades atuais e futuras do mercado de fertilizantes.
Cleber Soares, secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária, apresentou o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), que visa diminuir a dependência do Brasil em relação às importações. Este plano, já aprovado pelo Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert), busca não apenas aumentar a competitividade da produção nacional, mas também contribuir para a segurança alimentar do país. O objetivo ambicioso do PNF é alcançar uma produção capaz de suprir entre 45% e 50% da demanda interna até 2050.
Elias Lima, presidente da Anda, destacou a importância da implementação do PNF, chamando a atenção para seu impacto significativo na segurança alimentar e a necessidade premente de reduzir a dependência externa de fertilizantes.
Além de Elias Lima, a reunião contou com a presença de importantes figuras do setor, como Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária, Ricardo Tortorella, diretor-executivo da Anda, e Marcelo Silvestre, conselheiro da associação.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes utilizados, o que realça a importância de diversificar os fornecedores e fortalecer a produção interna. Este contexto não apenas aponta para oportunidades de desenvolvimento de soluções tecnológicas adequadas às condições de solo e clima tropicais, mas também sublinha a necessidade de promover uma agricultura eficiente e sustentável, mitigando os impactos ambientais e aumentando a produtividade.
Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária













