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Ministério da Agricultura coordena operação para fiscalizar irregularidades na comercialização de café torrado.

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Entre os dias 25 e 28 de maio, uma operação integrada de fiscalização foi realizada para coibir a distribuição e comercialização de produtos relacionados ao café torrado que apresentavam indícios de irregularidades. Essa ação envolveu a colaboração entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além de órgãos de proteção e defesa do consumidor, como os Procons.

A operação abrangeu diversos níveis de governo, reunindo esforços de órgãos federais, estaduais e municipais para fortalecer a fiscalização de produtos de origem vegetal, estendendo-se por várias regiões do país, incluindo Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e o Distrito Federal.

Durante os quatro dias de atividade, foram realizadas 84 ações de fiscalização, que culminaram na interdição de 19 estabelecimentos. Essa taxa representa 32,8% dos locais que foram inspecionados. Ademais, mais de 82 mil quilos de produtos foram apreendidos, incluindo 5.944 quilos de café torrado e moído, além de 76.070 quilos de matérias-primas utilizadas na produção de café.

O trabalho não se restringiu apenas às indústrias do setor cafeeiro; os Procons atuaram, também, em supermercados de alguns estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, focando na proteção dos direitos dos consumidores e na retirada do mercado de produtos com sinais de adulteração.

Os produtos apreendidos durante a operação não refletem a qualidade do café produzido no Brasil, amplamente reconhecido tanto nacional quanto internacionalmente. Em vez disso, tratam-se de produtos irregulares que podem gerar prejuízos aos consumidores e prejudicar a competitividade e a credibilidade do setor.

Essa operação foi baseada em um extenso trabalho de monitoramento do mercado, contando com o apoio técnico e informações fornecidas pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), além de denúncias recebidas através da plataforma Fala.BR. Essa abordagem demonstra um comprometimento com a qualidade e a integridade do mercado de café no Brasil, essencial para a saúde do setor e a confiança dos consumidores.

Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária

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