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Inovador SiloBio reduz micotoxinas e resíduos químicos, garantindo ração animal mais segura e sustentável

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Em um avanço significativo na produção de ração animal, um novo silo biorreator, conhecido como SiloBio, promete transformar o setor agrícola brasileiro. Desenvolvido em uma colaboração entre a Embrapa e a empresa Nascente, essa inovação tem como objetivo reduzir a presença de micotoxinas, fungos, pragas e resíduos químicos em grãos, proporcionando um alimento mais seguro e sustentável. Inicialmente, o SiloBio foca no tratamento de grãos de milho, com planos de expandir sua aplicação a outros cereais, como sorgo e soja.

A tecnologia empregada no SiloBio utiliza ozônio para realizar a desinfecção dos grãos, conseguindo reduzir a incidência de micotoxinas em mais de 90%, ao mesmo tempo em que preserva a qualidade nutricional, mantendo os teores adequados de proteínas, lipídeos e cinzas. Embora a utilização do ozônio no tratamento de grãos seja uma técnica já abordada em pesquisas internacionais, a grande inovação do SiloBio reside em sua adaptação e escalonamento para a indústria brasileira.

Esse novo equipamento combina as características de um silo convencional com um ambiente controlado de biorreator. Com um método de movimentação interna dos grãos por meio de uma rosca helicoidal, o SiloBio maximiza a eficiência na aplicação do ozônio através de um sistema de injeção, assegurando que todos os grãos sejam tratados adequadamente.

A Embrapa já vinha realizando estudos sobre a eficácia dessa técnica desde 2012, focando na redução de fumonisinas, micotoxinas presentes em milho contaminado. Os resultados iniciais foram promissores, mostrando uma redução significativa na presença de fungos e toxinas, sem comprometer a qualidade dos grãos.

O lançamento do SiloBio está previsto para coincidir com a celebração do 50º aniversário da Embrapa Milho e Sorgo, em um evento programado para 11 de março de 2026. Durante este período, os pesquisadores esperam demonstrar não apenas a viabilidade técnica, mas também o impacto econômico positivo para os produtores. Com um potencial de retorno sobre o investimento (ROI) em menos de dois anos, o SiloBio representa uma alternativa sustentável em um setor que frequentemente depende de tratamentos químicos.

Além disso, a sustentabilidade é um aspecto central do SiloBio, que opera com eletricidade e ar, contribui para a preservação ambiental, reduzindo a extração de recursos naturais. O ozônio se decompõe em oxigênio após seu uso, não deixando resíduos que possam contaminar o solo e a água.

O mercado agora aguarda ansiosamente a estreia dessa tecnologia que não só promete modernizar o tratamento de grãos, mas também atender à crescente demanda por práticas agrícolas mais limpas e alinhadas com os conceitos de saúde singular e responsabilidade social.

Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Marco Aurélio Pimentel / Embrapa

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