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Espectroscopia NIR Revoluciona Mercado de Café e Combate Fraudes em Análises Rápidas

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A espectroscopia no infravermelho próximo, mais conhecida como NIR, é uma técnica inovadora que revoluciona a análise laboratorial, permitindo a realização de testes em questão de segundos, sem o uso de reagentes químicos e preservando a integridade das amostras. Essa abordagem técnica desempenha um papel fundamental no fortalecimento da identidade cultural e territorial dos cafés indígenas da Amazônia, ao mesmo tempo que amplia suas oportunidades de acesso a mercados de produtos diferenciados.

Além disso, a NIR é uma ferramenta eficaz na detecção de adulterações, eliminando materiais indesejados e contribuindo para a prevenção de fraudes que têm se proliferado em um cenário de aumento nos preços do café no Brasil. A técnica não só oferece soluções para identificar adulterações como também abre portas para avanços na pesquisa de melhoramento genético e rastreabilidade digital de produtos agropecuários.

Estudos realizados pela Embrapa Rondônia mostram que a NIR é capaz de determinar a origem geográfica do café e detectar adulterações de forma rápida e acessível, mostrando um grande potencial para fortalecer certificações e indicações geográficas no mercado brasileiro. O método envolve a interação da luz com os compostos químicos das amostras, resultando em um espectro que atua como uma “impressão digital” do café. Por intermédio de algoritmos e bancos de dados específicos, é possível verificar a autenticidade e origem das amostras em tempo recorde, sem danificá-las.

A pesquisa, que culminou após cinco anos de estudo, foi impulsionada pelo doutorado de um pesquisador na Universidade Estadual de Campinas, em colaboração com a Embrapa. O trabalho não só estabeleceu padrões para diferenciar a origem dos grãos, mas também segmentou as variedades robustas amazônicas das variedades conilon cultivadas em outras regiões do Brasil, como Espírito Santo e Bahia.

Os benefícios da NIR vão além da verificação de pureza e autenticidade. A técnica, que pode ser estendida a outras cadeias agroalimentares como cacau, soja, leite e até vinhos, promete reforçar a confiança no mercado ao permitir a rastreabilidade desde a produção até o consumidor final. Durante os testes, foi possível identificar adulterações provenientes de adições como milho e soja, confirmando seu potencial contra fraudes emergentes.

Além da eficiência, a NIR se destaca pela acessibilidade. O treinamento necessário para operar os equipamentos é simples, e a possibilidade de utilização de equipamentos portáteis facilita a adoção da tecnologia por cooperativas e órgãos de fiscalização. Com a expectativa de incorporar a NIR a plataformas digitais e aplicativos conectados, a análise em tempo real poderá proporcionar uma maior transparência no setor, unindo produtores diretamente ao consumidor.

No futuro, a equipe da Embrapa pretende expandir o banco de dados da técnica com amostras de diversas regiões do Brasil, além de desenvolver uma plataforma digital destinada à autenticação, interligando produtores, cooperativas e certificadoras. Isso possibilitará um ambiente regulatório mais robusto e confiável, essencial para proteger a autenticidade e o valor dos cafés brasileiros, especialmente os indígenas e tradicionais. Em síntese, a espectroscopia NIR representa uma mudança de paradigma no controle de qualidade e rastreabilidade do café no Brasil, promovendo a democratização das certificações e a valorização da diversidade agrícola.

Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Antonio Scarpinetti (SEC) / Embrapa

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