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Embrapa Lança BRS Lis e BRS Antonella: Novas Uvas Tintureiras Potencializam Vinhos e Sucos Nacionais

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Na Serra Gaúcha, duas novas cultivares de uvas tintureiras, a BRS Lis e a BRS Antonella, acabam de ser apresentadas ao mercado, prometendo transformar o panorama da vitivinicultura nacional. Essas uvas possuem características notáveis que as tornam ideais para a produção de sucos e vinhos de mesa, seja em combinações ou como vinhos varietais. A BRS Lis se destaca principalmente por sua resistência a doenças, como o míldio e a podridão dos cachos, além de apresentar um mosto de qualidade superior e coloração intensa. Em contrapartida, a BRS Antonella se sobressai pela produtividade e pela quantidade de cor que oferece, criando um potencial valioso quando utilizada em conjunto.

Essas cultivares foram desenvolvidas sob o programa de melhoramento genético Uvas do Brasil e foram testadas ao longo de mais de uma década em diversas condições, com o apoio de produtores locais e cooperativas. O sucesso das avaliações demonstra que ambas as variedades atendem às necessidades do setor vitivinícola atual, que busca qualidade e produtividade.

O lançamento conjunto das BRS Lis e BRS Antonella ocorrerá em dias de campo que estão agendados para 10 a 12 de fevereiro de 2026, na sede da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves. Este evento reforça a importância das uvas tintureiras no calendário vitícola do Brasil e a relevância das inovações para o fortalecimento da autonomia tecnológica do setor.

Além das vantagens agronômicas, as novas cultivares também oferecem benefícios no aspecto industrial. A BRS Lis é caracterizada por um ciclo intermediário de colheita, proporcionando um equilíbrio entre qualidade e estabilidade produtiva. Suas características contribuem para cultivar de forma mais sustentável, reduzindo a incidência de doenças.

Por sua vez, a BRS Antonella tem se mostrado uma opção promissora para os viticultores, devido à sua adaptabilidade à Serra Gaúcha e à sinergia potencial com as cultivares já estabelecidas. A combinação das características de ambas as uvas pode gerar produtos finais com uma qualidade superior, além de permitir ajustes mais precisos na elaboração de blends industriais, o que pode aumentar a competitividade dos vinhos e sucos brasileiros.

Com a introdução dessas cultivares, espera-se não apenas diversificar a oferta de uvas para processamento, mas também fortalecer a capacidade produtiva e inovadora da vitivinicultura nacional, que historicamente tem dependido de variedades tradicionais. A BRS Lis e a BRS Antonella vêm, portanto, para agregar valor e potencializar as características desejadas no mercado.

Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Patrícia Ritschel / Embrapa

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