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Bebedouros com bico reduzem mamada cruzada em bezerros e melhoram bem-estar, aponta pesquisa

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Uma recente pesquisa investigou o comportamento de bezerros da raça Jersolanda em um ambiente coletivo, comparando o uso de bebedouros com bico artificial a fontes de água tradicionais. Os resultados mostraram que a utilização dos bebedouros com bicos reduziu a frequência de mamada cruzada — um comportamento prejudicial onde bezerros sugam partes de outros animais — de nove para cinco vezes ao dia. Essa prática é motivo de preocupação para os criadores, pois pode afetar a saúde e o bem-estar dos animais, especialmente quando estão em sistema de criação em grupo, seja a pasto ou em confinamento.

A pesquisa, realizada pela Embrapa Pecuária Sudeste em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), identificou que o bico artificial satisfaz o instinto natural de sucção dos bezerros, oferecendo uma alternativa que permite a liberdade de se alimentarem de maneira mais próxima ao que faria em interação com suas mães. O leite, que é fornecido em horários programados, não teve seu consumo alterado devido à introdução do bebedouro com bico, assim como a ingestão de ração e o crescimento dos animais.

Os bezerros que tiveram acesso aos bebedouros com bico não apenas reduziram as mamadas cruzadas, mas também demonstraram uma melhor interação social, o que é essencial para seu desenvolvimento. Eles se mostraram mais dóceis e fáceis de manejar, resultando em um uso mais eficiente do tempo dos produtores, já que o trabalho com grupos de bezerros tornou-se comparável ao de bezerros tratados individualmente.

A mamada cruzada pode resultar em sérios problemas de saúde, como inflamações e até danos permanentes ao úbere, o que reforça a importância de abordagens que limitem esse comportamento. A pesquisa indicou que bezerros que consumiam água de bebedouros abertos apresentaram uma frequência significativamente maior de sucção cruzada.

Além disso, os bebedouros com bicos promoveram um aumento na quantidade de água consumida após a alimentação, sugerindo que os bezerros alteraram seus padrões de beber para atender às suas necessidades de sucção, sem impactar negativamente o crescimento ou o consumo de ração.

Os pesquisadores acreditam que as intervenções realizadas atendem não apenas às necessidades fisiológicas dos bezerros mas também contribuem para a formação de um ambiente enriquecido, que favorece o desenvolvimento social e a adaptação a futuras situações de estresse, fundamentais na fase de desmame. Esta abordagem inovadora pode ser o caminho para uma criação de bezerros mais saudável, alinhada aos instintos naturais dos animais.

Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Gisele Rosso / Embrapa

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