A disseminação da bactéria Ralstonia solanacearum raça 2, responsável pelo moko da bananeira, é um problema grave que afeta os estados do Amapá, Amazonas, Roraima, Pará, Pernambuco, Rondônia e Sergipe. Essa doença é especialmente destrutiva para as bananeiras cultivadas em áreas de várzea na Região Amazônica, onde as inundações anuais contribuem para a disseminação do patógeno ao longo dos rios, contaminando os plantios.
Em contrapartida, nas áreas de terra firme, a contaminação apenas ocorre com o plantio de mudas já infectadas. Para prevenir a propagação do moko, é recomendado um vazio sanitário de 24 meses, durante os quais a área pode ser utilizada para o cultivo de outras culturas. Após esse período, é possível reintroduzir bananeiras de mudas sadias no local.
Os cientistas da Embrapa Amazônia Ocidental e Embrapa Roraima realizaram pesquisas para avaliar a sobrevivência da bactéria no solo. Constatou-se que a Ralstonia solanacearum raça 2 pode sobreviver por até dez meses em solos do tipo Latossolo Amarelo e até oito meses em solo do tipo Argissolo.
Para erradicar a doença, é essencial eliminar todas as bananeiras doentes e cultivar outras culturas na área afetada durante pelo menos 24 meses. Medidas preventivas, como o plantio de mudas certificadas, a desinfestação de ferramentas e o controle de plantas daninhas, são fundamentais para evitar a disseminação do moko.
As ações descritas estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, que incluem a promoção da agricultura sustentável, o manejo adequado do solo e a preservação da vida terrestre. Ao seguir essas recomendações, é possível proteger as plantações de bananeira e garantir a segurança alimentar das comunidades locais.
Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Luadir Gasparotto / Embrapa