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Abelhas Nativas Podem Aumentar a Produção de Acerola em Até 103% no Vale do São Francisco

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Pesquisas recentes realizadas no Vale do São Francisco indicam que a inclusão de abelhas nativas na polinização da acerola pode resultar em um aumento significativo na produção, variando entre 32% e 103%. Experimentos conduzidos nas cidades de Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia, revelaram uma notável taxa de ocupação de 88% em ninhos-armadilha instalados nas áreas de cultivo. Tais ninhos foram desenvolvidos como parte de estratégias simples para incentivar a presença dessas abelhas, que são fundamentais para aumentar a eficiência da polinização.

A acerola assume um papel crucial na economia brasileira, especialmente para pequenos e médios produtores do Nordeste, beneficiando a agroindústria local. Neste cenário, a próxima etapa contempla uma parceria entre o setor público e privado para validar o uso de ninhos-armadilha em cultivos tanto convencionais quanto orgânicos.

De acordo com os estudos realizados pela Embrapa Semiárido, a gestão das abelhas solitárias nativas, particularmente aquelas do gênero Centris, demonstrou potencial elevado de incremento na produção da acerola, dependendo das condições específicas dos cultivos. Os pesquisadores implementaram um total de 840 ninhos-armadilha nas plantações irrigadas, resultando em um índice de ocupação que superou as expectativas. Aproximadamente 91,7% das visitas às flores da acerola foram atribuídas a essas abelhas, evidenciando sua importância na transição de pólen, o que, por sua vez, promoveu um aumento na taxa de frutificação e no peso dos frutos.

As flores de acerola foram especialmente atrativas para as abelhas do gênero Centris, que utilizam óleos florais não apenas na construção de ninhos, mas também como alimento para suas larvas. Os dados coletados mostraram que estas abelhas são predominantemente solitárias, cada fêmea responsável por construir seu próprio ninho em locais como cavidades naturais ou nascimento de canais de irrigação, demonstrando a necessidade de conservar áreas de refúgio adjacentes aos cultivos.

Para fomentar ainda mais a polinização, várias recomendações foram propostas, tais como a manutenção de espécies vegetais ao redor dos pomares que forneçam nutrientes essenciais durante todo o ano. Além disso, a preservação de áreas de Caatinga é incentivada como uma valiosa fonte de recursos complementares para as abelhas. O projeto também planeja colaborar com uma agroindústria local, a Niagro, e outras propriedades na região para validar o uso de ninhos-armadilha e promover ações voltadas à capacitação de pequenos agricultores e técnicos, visando a conservação dos polinizadores e a sustentabilidade da produção agrícola.

O equilíbrio ambiental e a presença de abelhas nativas em áreas agrícolas são fatores fundamentais para garantir uma produtividade responsável. Acredita-se que esse trabalho não somente fortalecerá a adoção de boas práticas entre os agricultores do Semiárido, mas também potencializará a produção local, contribuindo para a segurança alimentar e a sustentabilidade da região.

Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Magnus Deon / Embrapa

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