Nos primeiros dois meses da safra 2026/2027, de julho a agosto de 2026, os produtores rurais que fazem parte do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os demais produtores rurais contrataram um total de R$ 65,7 bilhões em operações de crédito rural.
Estes dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor) do Banco Central do Brasil.
As Cédulas de Produto Rural (CPRs), que são títulos que permitem aos produtores obter recursos em troca da entrega futura de produtos agropecuários, representaram R$ 32,4 bilhões do total contratado no período, o que equivale a 49,2% das operações. Esse valor superou as operações de custeio convencional, que totalizaram R$ 23 bilhões, ou 34,9% do total.
Do total destinado ao custeio da produção, os demais produtores empresariais foram responsáveis por R$ 12 bilhões, o que equivale a 52,2% do total contratado, enquanto os produtores enquadrados no Pronamp contrataram R$ 11 bilhões, correspondentes a 47,8%.
Para a comercialização da produção agropecuária, foram contratados R$ 4 bilhões em crédito, enquanto as operações voltadas para a industrialização totalizaram R$ 2,9 bilhões. Em ambos os casos, os recursos foram majoritariamente destinados a médios e grandes produtores.
As operações de investimento, que têm como objetivo a aquisição de máquinas e equipamentos, irrigação e modernização das estruturas produtivas, somaram R$ 3,5 bilhões nos primeiros dois meses da safra. O programa Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações, enquanto o RenovAgro totalizou R$ 413 milhões.
No que diz respeito à divisão por porte do produtor, os demais produtores rurais, fora do Pronamp, contrataram um total de R$ 22 bilhões, o equivalente a 33,5% do total concedido no período, enquanto o Pronamp registrou R$ 11,4 bilhões em concessões, o equivalente a 17,3% do total.
No total, a agricultura empresarial realizou 70.657 contratos de crédito rural nos primeiros dois meses da safra, sendo que 23.478 dessas operações foram referentes a CPRs, que representaram uma parcela significativa das contratações realizadas nesse período.
Em relação às regiões do país, o Sul foi a região com o maior número de contratos, totalizando 22.631 operações e registrando um total de R$ 11,7 bilhões em crédito. Na sequência, aparecem o Sudeste, com R$ 9,6 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 7,2 bilhões. O Nordeste e o Norte registraram, respectivamente, R$ 3,2 bilhões e R$ 1,7 bilhão em concessões nos dois primeiros meses da safra.
A análise também apontou diferenças no valor médio das operações entre as regiões, com o Nordeste apresentando o maior valor médio por contrato (R$ 1,05 milhão), seguido pelo Centro-Oeste (R$ 1,03 milhão). Apesar de registrar o maior número de contratos e o maior volume de crédito entre as regiões, o Sul apresentou o menor valor médio, de R$ 516,5 mil.
Em relação às fontes de recursos utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios foram a principal fonte controlada no período, totalizando R$ 9,9 bilhões, o que equivale a 41% do total de fontes controladas. Já a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada somou R$ 6,7 bilhões, correspondendo a 28% das fontes controladas. Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal fonte, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.
Em relação aos recursos equalizáveis, a programação orçamentária para a safra 2026/2027 é de R$ 97,6 bilhões. No período analisado, foram concedidos R$ 10,9 bilhões em recursos equalizáveis. O programa RenovAgro foi o que registrou o maior volume de contratações, com R$ 412,9 milhões, seguido pelo Pronamp, com R$ 380,3 milhões, e pelo Moderfrota, com R$ 250,2 milhões.
Nas operações equalizáveis de investimento, Banco do Brasil e BNDES concentraram cerca de 77% das concessões, sendo responsáveis por 39,8% e 36,8%, respectivamente. Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil liderou com 45,6% das concessões, seguido pelo Sicredi, com 16,7%, e pela Cresol, com 12,9%.
Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária












