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Banco do Nordeste destina R$ 7,28 bilhões para Pernambuco com recursos do FNE em 2027.

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A economia de Pernambuco é contemplada com uma robusta injeção de recursos planejada para 2027. Nada menos que R$ 7,28 bilhões serão destinados à região por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), representando um aumento significativo de 16% em comparação ao montante alocado em 2026. O anúncio foi feito por Hugo Luiz de Queiroz, superintendente do Banco do Nordeste em Pernambuco, durante um encontro estratégico com membros de entidades de desenvolvimento, representantes governamentais e líderes do setor produtivo na última sexta-feira, dia 11.

Esse aporte financeiro visa fomentar uma série de melhorias em variados setores da economia. O Fundo está estruturado para incentivar a geração de emprego e renda, aprimorar a produção local, expandir cadeias produtivas e propiciar a criação de novos empreendimentos. Além disso, os recursos contribuirão para financiar as infraestruturas essenciais, atraindo, assim, novos investidores.

No encontro realizado na sede da superintendência do Banco em Recife, Queiroz enfatizou a importância do diálogo entre o banco e os setores produtivos. Segundo ele, essa comunicação permite alinhar as operações bancárias com as demandas da sociedade, respeitando normas regulatórias. “O Retrofit Recife é um exemplo de programa que nasceu desse diálogo e possibilitou o financiamento de imóveis de uso misto com recursos do FNE”, destacou.

Para 2027, os recursos do FNE estão distribuídos estrategicamente: a infraestrutura receberá uma fatia de R$ 1,7 bilhão; a pecuária, R$ 1,6 bilhão; comércio e serviços, R$ 1,53 bilhão; a indústria contará com R$ 1,35 bilhão; a agricultura, R$ 847 milhões; e o setor de turismo será contemplado com R$ 214 milhões.

O anúncio contou com ampla discussão sobre a distribuição orçamentária por segmento econômico, abrangendo agricultura, indústria, comércio e serviços, infraestrutura, pecuária, e turismo. Marcelo Guerra, superintendente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco, endossou a iniciativa, ressaltando o potencial de crescimento do setor. Segundo ele, com o direcionamento adequado de recursos, a produção de cana-de-açúcar, que foi de 13 milhões de toneladas na safra 2025/2026, poderia crescer para 16 milhões de toneladas nos anos seguintes, com expectativa de gerar 75 mil empregos diretos e 200 mil indiretos na região.

Por fim, Queiroz sublinhou a importância da gestão eficiente dos recursos pelo Banco do Nordeste, explicando que a maior parte da composição do FNE provém do retorno das aplicações do banco em exercícios anteriores. Esse ciclo virtuoso, iniciado com a Constituição de 1988, assegura a perpetuação dos financiamentos e a continuidade do desenvolvimento econômico da região.

Com informações do Banco do Nordeste – BNB
Fotos: BNB

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