logo_mco_2023_200X75
logo_mco_120X45

Publicidade

Publicidade

Nutricionista alerta sobre intoxicação alimentar: cuidados essenciais na conservação dos alimentos

COMPARTILHE

22/05/2026 16:30 | Saúde

Nutricionista do HGE oferece orientações essenciais para evitar intoxicação alimentar e ressalta os riscos da conservação inadequada dos alimentos

A intoxicação alimentar se destaca como um dos problemas de saúde mais frequentes enfrentados em hospitais, especialmente durante os meses em que as temperaturas estão elevadas. Nesses períodos, alimentos perecíveis tornam-se mais vulneráveis ao crescimento de microrganismos, como bactérias, vírus e fungos. De acordo com Carolina Wanderley, nutricionista do Hospital Geral do Estado (HGE) em Maceió, a contaminação ocorre por meio da ingestão de água ou alimentos que estejam infectados, podendo causar sintomas variados, desde náuseas e vômitos até diarreia, febre e desidratação. Em casos mais severos, a situação pode evoluir para internações hospitalares.

A nutricionista enfatiza que manter práticas adequadas de higiene e armazenamento é crucial para evitar a contaminação. Alimentos mal acondicionados ou manipulados de maneira imprópria propiciam o crescimento de microrganismos patogênicos como Salmonella, Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Um dos principais riscos está relacionado à temperatura. Os produtos perecíveis, como carnes, laticínios, ovos e refeições prontas, não devem ser deixados fora da refrigeração por muito tempo.

Estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que anualmente cerca de 600 milhões de pessoas no mundo são afetadas por doenças oriundas de alimentos contaminados, com o Brasil registrando milhões de casos de gastroenterites e infecções alimentares, frequentemente em épocas de calor intenso. A contaminação pode ocorrer em qualquer etapa da cadeia alimentar, desde o cultivo até o preparo em casa. Estudos do Ministério da Saúde apontam que muitos desses casos surgem em ambientes domésticos, devido à falta de higiene e respostas inadequadas na conservação dos alimentos.

Carolina recomenda cuidados essenciais, como lavar as mãos antes de manipular alimentos, higienizar frutas e verduras com solução apropriada, evitar o consumo de carnes e ovos crus ou mal cozidos, manter alimentos refrigerados em temperaturas seguras, descartar produtos que apresentem alterações em cor, cheiro ou consistência, e não recongelar alimentos que já foram descongelados. Ela também destaca a “zona de perigo”, intervalo de temperatura entre 5°C e 60°C, em que a proliferação de bactérias se intensifica. Quanto mais tempo os alimentos permanecerem nessa faixa, maior o risco de contaminação.

Os sintomas de intoxicação podem aparecer poucas horas após o consumo de alimentos contaminados, mas a gravidade das reações varia conforme o agente causador. Grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e indivíduos com sistema imunológico comprometido, correm maior risco de complicações. Casos severos podem resultar em desidratação extrema, insuficiência renal e até distúrbios neurológicos. Diante de sintomas persistentes, febre alta, sangue nas fezes ou sinais de desidratação, a orientação é buscar atendimento médico imediato. Em Alagoas, as opções incluem Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais regionais.

Carolina enfatiza que a prevenção é sempre a melhor estratégia, sobretudo durante festividades, viagens e períodos de calor intenso. Ao considerar a compra de alimentos de ambulantes, o consumidor deve analisar a aparência e a condição de armazenamento do produto, evitando riscos sempre que possível.

Com informações e fotos da Sesau/AL

0

LIKE NA MATÉRIA

Publicidade