No contexto da saúde pública, a hipertensão arterial emerge como uma preocupação significativa, e a ciência médica tem reforçado constantemente os perigos associados a essa condição passiva, mas potencialmente devastadora. O cardiologista Yuri Tenório, do Hospital Metropolitano de Alagoas, destaca que, embora a hipertensão muitas vezes não manifeste sintomas imediatos, suas consequências podem ser desastrosas, podendo resultar em infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e insuficiência cardíaca.
De forma alarmante, o médico alerta que muitas pessoas não têm a percepção do risco que correm ao ignorar a pressão alta. O problema pode persistir por anos sem um diagnóstico adequado; durante esse tempo, danos irreparáveis podem ocorrer no organismo. “Com uma década ou mais de hipertensão não tratada, os riscos de desenvolver complicações graves aumentam significativamente. O paciente pode enfrentar não apenas infarto ou AVC, mas também doenças periféricas e outros distúrbios circulatórios”, enfatiza Tenório.
Para mitigar esses riscos, o especialista ressalta a importância do acompanhamento regular com um cardiologista, uma estratégia essencial para o monitoramento e controle da pressão arterial. Contudo, ele também destaca que o tratamento não se restringe apenas ao contexto médico, mas depende fortemente da adoção de hábitos saudáveis na vida cotidiana.
Entre as orientações oferecidas por Tenório, a redução do consumo de sal é uma das mais relevantes. Alimentos ultraprocessados e embutidos são os principais vilões, contribuindo para o aumento da pressão arterial. Além disso, integrar a atividade física na rotina diária é fundamental; o cardiologista recomenda que pelo menos 150 minutos sejam dedicados a exercícios moderados por semana. Isso não só ajuda a controlar a pressão, mas também promove a saúde cardiovascular de maneira geral.
O sono de qualidade e a gestão eficaz do estresse são outros aspectos essenciais que devem ser levados em consideração. “Um coração saudável é aquele que não enfrenta sobrecargas excessivas. Controlar a pressão arterial, portanto, é uma forma de proteger não só o coração, mas também de assegurar uma melhor qualidade de vida ao longo dos anos”, conclui o cardiologista. A mensagem é clara: a conscientização sobre a hipertensão e a mudança de hábitos são passos cruciais para a prevenção de complicações severas.
Com informações e fotos da Sesau/AL













