Rede de Proteção a Crianças e Adolescentes Vítimas de Abuso e Exploração Sexual em Alagoas
Em Alagoas, a Rede de Atenção às Violências (RAV) tem se consolidado como um suporte fundamental para crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual. Este serviço, que está vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), oferece um acolhimento adequado e atendimento especializado, buscando garantir um espaço seguro e acolhedor para menores que passaram por essas experiências traumáticas.
Dados recentes, divulgados em 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, revelam que, entre janeiro e abril de 2026, a RAV realizou 258 atendimentos a menores de 0 a 17 anos em todo o estado. Em comparação com o ano anterior, quando foram feitos 986 atendimentos na mesma faixa etária, a rede continua a desempenhar um papel vital na identificação e ajuda a essas vítimas.
A RAV foi formalmente criada por meio do decreto nº 89.437, assinado pelo governador Paulo Dantas, em fevereiro de 2023. Seu principal objetivo é fortalecer a colaboração entre diferentes instituições que atuam na prevenção, identificação e enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes. Neste sentido, um acompanhamento integrado e multidisciplinar é assegurado, buscando não apenas atender as vítimas, mas também evitar a revitimização.
Os pontos de atendimento da RAV estão estrategicamente localizados em várias unidades de saúde, como o Hospital Geral do Estado (HGE) e o Hospital da Mulher em Maceió, além de hospitais no interior do estado, como o Hospital Regional do Norte e o Hospital de Emergência do Agreste. Essas unidades funcionam 24 horas por dia, todos os dias da semana, e contam com equipes de profissionais capacitados, como assistentes sociais, psicólogos e médicos, que atuam de forma colaborativa.
No atendimento, são oferecidos serviços como profilaxia para Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), anticoncepção de emergência, coleta de vestígios, aborto legal, exames laboratoriais e apoio psicológico. As vítimas também podem contar com assistência jurídica e acompanhamento médico e emocional por até seis meses após o ocorrido.
Além disso, a campanha “Maio Laranja” foi instituída com o intuito de conscientizar a sociedade sobre o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. A lei que criou essa mobilização, nº 14.432/2022, visa promover a prevenção e educar a comunidade sobre como identificar sinais de alerta e a importância de fazer denúncias.
Nesse período crítico, a gerente operacional da RAV, Laura Oliveira, enfatiza a necessidade de vigilância por parte de adultos que convivem com jovens. Mudanças de comportamento, como isolamento, medo excessivo e alterações no apetite, podem ser indicativos de que a criança ou adolescente está passando por uma situação de violência. “É essencial que todos os envolvidos na vida das crianças estejam atentos a qualquer sinal e, ao identificá-lo, busquem apoio profissional imediato”, afirma Laura. A atuação vigilante da sociedade é crucial para que cada jovem tenha acesso a um ambiente seguro e livre de violência.
Com informações e fotos da Sesau/AL













