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Brasil e Peru firmam acordo para importação de rinocerontes indianos em projeto de conservação

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O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) anunciou que o modelo de Certificado Zoossanitário Internacional proposto pelo Brasil cumpre os requisitos sanitários estabelecidos entre as duas nações. Essa validação permite que o órgão peruano inicie o trâmite para formalizar a norma que permitirá a emissão de permissões para a importação de animais.

Essa iniciativa está inserida em um projeto global de conservação de espécies conduzido pela European Association of Zoos and Aquaria (EAZA). O objetivo deste trabalho é garantir que populações de animais sejam mantidas de forma saudável, sustentável e geneticamente viável sob cuidados humanos, apoiando assim os esforços de conservação em seus habitats naturais.

Um dos focos dessa iniciativa é o rinoceronte-indiano, também conhecido como rinoceronte-de-um-chifre. Essa espécie, que é considerada vulnerável, tem suas populações ameaçadas pela perda e fragmentação de habitat, além de ser alvo da caça ilegal.

A aprovação do Senasa não implica que os rinocerontes possam ser embarcados imediatamente. Na verdade, essa validação estabelece um caminho seguro para o intercâmbio dos animais, que deve seguir diversas exigências. Antes do embarque, os rinocerontes precisam ser identificados individualmente, passar por inspeção em seu local de origem, ser isolados por no mínimo 30 dias sob supervisão veterinária, submeter-se a testes sanitários, receber tratamento antiparasitário e passar por um exame clínico nas 48 horas que antecedem o embarque.

Após a chegada ao Peru, os rinocerontes também serão submetidos a um período de quarentena em um local supervisionado pelo Senasa, que deve durar pelo menos 30 dias. Como essa é uma espécie ameaçada, serão necessários documentos que atendam às diretrizes da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES).

Esse processo foi acompanhado por um representante agrícola brasileiro no Peru, que facilitou a comunicação com as autoridades peruanas e continuará monitorando a elaboração da norma sanitária. A iniciativa destaca a atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária em questões internacionais relacionadas à sanidade animal, o trânsito seguro de animais e a cooperação técnica com outros países. Além disso, ressalta a importância da Rede de Adidos Agrícolas no fomento do diálogo técnico com nações estrangeiras, principalmente em tópicos ligados à conservação e à biodiversidade.

Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária

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