Na última terça-feira (28), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, teve um encontro significativo com a renomada pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria. A visita teve como propósito parabenizá-la pelas recentes conquistas, sendo eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e pela honraria do World Food Prize 2025, amplamente reconhecido como o “Nobel da Agricultura”.
Durante a reunião, o ministro expressou o orgulho nacional pelo impressionante reconhecimento internacional da cientista e pela relevância de sua contribuição ao campo científico, tanto no Brasil quanto globalmente. Ele enfatizou que a trajetória de Mariangela é motivo de celebração para todos os brasileiros, comparando sua realização a um triunfo esportivo de grande escala, como uma Copa do Mundo, dizendo que seu sucesso eleva o perfil do país.
Mariangela Hungria, que recebeu o World Food Prize em outubro de 2025 nos Estados Unidos, possui um extenso histórico de mais de quarenta anos de pesquisa focada no uso de microrganismos, que podem substituir fertilizantes químicos na agricultura. As inovações que ela desenvolveu estão atualmente implementadas em cerca de 85% das lavouras de soja do Brasil, resultando em uma redução significativa dos custos de produção e contribuindo para práticas agrícolas mais sustentáveis. Neste evento, a pesquisadora esteve acompanhada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.
Em sua fala, Mariangela destacou que o prêmio recebido não é apenas um reconhecimento de sua trajetória individual, mas uma homenagem ao trabalho conjunto da Embrapa e da ciência brasileira. Ela afirma que tem a honra de representar uma sólida base científica construída ao longo de décadas, que fundamentou a adoção de bioinsumos na agricultura. “Nós sempre acreditamos em um novo caminho, mesmo quando muitos dependiam de fertilizantes químicos”, afirmou, ressaltando a importância de uma inovadora que deve ser respaldada por dados consistentes e evidências científicas.
Além do reconhecimento mais recente com o World Food Prize, Mariangela foi incluída em abril de 2026 na lista TIME100, na categoria “Pioneiros”, reconhecendo seu papel na promoção de avanços científicos e tecnológicos de grande impacto. A sua pesquisa focada em microrganismos capazes de fixar nitrogênio no solo não só reduz a dependência de fertilizantes químicos, mas também traz economia significativa para o setor agrícola, estimada em bilhões anualmente.
Ao longo de sua carreira, além do World Food Prize, Mariangela recebeu diversas homenagens, como o Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União (TCU) e condecorações pelo Ministério da Agricultura, incluindo a Medalha de Mérito Apolônio Salles. Com mais de quarenta anos de dedicação à Embrapa, ela é membro da Academia Brasileira de Ciências e figura destacada em rankings internacionais nas áreas de microbiologia e fitotecnia. Seu trabalho serve como referência no desenvolvimento de tecnologias biológicas que visam uma agricultura mais produtiva e sustentável, projetada para um futuro de baixo carbono.
Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária













