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Governo libera mais de R$ 15 bilhões do Brasil soberano para proteger os exportadores | José Osmando

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Dentro do Plano Brasil Soberano, criado pelo governo brasileiro em agosto do ano passado- destinado a dar suporte financeiro a exportdores nacionais e seus fornecedores, diante dos impactos trazidos pelas tarifas de 50% impostas por Donald Trump ao Brasil-, o Planalto acaba de autorizar mais R$ 15 bilhões de reais, através do DNDES, para cumpir essa finalidade. 

O Brasil Soberano foi instituído inicialmente no montante de R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE), para  serem usados como “funding” para concessão de crédito, permitindo taxas acessíveis. Entre setemnro e dezembro de 2025, o BNDESjá havia liberado  R$ 9,72 bilhões em 717 operações, retomando as operações logo que 2026 começou. As taxas de juros são subsidiadas e os prazos de reembolso vão até 5 anos.

Trata-se de um plano emergencial criado exatamentre para oferecer crédito via BNDES, incentivos fiscais (como o Reintegra) e apoio para diversificação de mercados, visando preservar empregos e a atividade econômica. É um instrumento oficial de proteção aos produtores/exportadores em face da incidência danosa das tarifas dos EUA.

O governo fez uma seleção de empresas para uso desses novos R$ 15 bilhões, priorizandfo segmentos de maior intensidade tecnológica e com peso relevante para o comércio exterior, além de cadeias produtivas vistas como estratégicas ou com vulnerabilidade externa, especialmente aquelas que apresentam déficit na balança comercial.

Nesse contexto, estão sendo levados  em conta  setores industriais brasileiros mais afetados pelo tarifaço americano de 50% como café, madeira, carne, pescados, siderurgia (aço), automotivo, têxtil, calçados e borracha. 

Busca-se, assim, atenuar as consequências do tarifaço, mesmo depois da retirada de uma grande lista de itens pelo próprio governo norte-americano, pois as medidas medidas do tarifaço elevaram custos, reduziram a competitividade das exportações aos EUA e impactaram  cadeias produtivas. Tratores e equipamentos de transporte passaram a sofrer risco significativo de queda nas vendas externas. 

Por isso mesmo, entre os segmentos agora selecionados, estão contemplados máquinas, equipamentos e setores automotivos;eletrônicos e equipamentos de informática; aeronáutica e demais demais equipamentos de transporte; produtos químicos e farmacêuticos; máquinas elétricas, geradores e equipamentos industriais, têxtil e cadeia de transformação associada; borracha e plásticos industriais e minetrais críticos e terras raras.

Num rastreamento sobre os segmentos produtivosd/exportadores do Brasil mais atingidos pelas tarifas norte-americanas, estão a siderurgia, com o aço sofrendo perda de competitividade e reduzindo seus volumes de exportação; papel e madeira, que apresentam perdas elevadas, afetando milhars de empregos;indústria automotiva, com riscos à redução de prodjução de tratores, aeronaves e embarcações; agronegócio industrializado, a exemplo de café, carnes e pescados; têxtil, calçados e couros e químicos e plásticos, que dependem de insumos externos e esses sofreram grandes elevações, pois os tarifaços, além do Brasil, afetaram também outros países com os quais os exportadores/importadores locais mantém históricas relações.

Por José Osmando

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