logo_mco_2023_200X75
logo_mco_120X45

Publicidade

Publicidade

Indústria e comércio seguem crescendo, mas o endividamento das famílias preocupa | José Osmando

COMPARTILHE

Mesmo diante dos cenários de guerra existentes no mundo, sobretudo dos conflitos no Oriente Médio, que afetam a economia, elevando os preços do petróleo, gás e fertilizantes, a grande maioria dos segmentos econômicos no Brasil seguem demonstrando vitalidade. 

O setor industrial teve um avanço de 0,9% em fevereiro e neste ano de 2026 já acumula alta de 3%, marcando uma recuperação crescente desde a pandemia que prevaleceu forte a partir  de 2020 e paralisou diversas atividades. 

O Nos mesmo níveis, o crescimento do varejo, tanto o restrito quanto o ampliado,  atingiu novo patamar recorde na série histórica iniciada em 2000. 

Embora o resultado do varejo tenha ficado um pouco abaixo das expectativas do mercado, os indicadores apontam que o consumo das famílias deve ser resiliente no primeiro trimestre de 2026, a despeito do endividamento e da restrição de crédito que começam a se manifestar.

Uma comprovação para esses resultados positivos num cenário de incertezas que o mundo vive, é vista claramente nos programas de estímulo do Governo Federal, que têm dado suporte aos setores econômicos e já sinalizam para uma aceleração do Produto Interno Bruto, fato aliás que vem sendo destacado pelo FMI (fundo Monetário Internacional) nas análises que tem feito sobre a realidade e destacado o bom desempenho brasileiro.

O volume de vendas do varejo restrito acelerou a alta para 0,6% em fevereiro, ante janeiro, quando avançou 0,4%, informou o IBGE. O varejo ampliado — que inclui veículos, material de construção e “atacarejo” e é o mais importante para o PIB—subiu 1% em fevereiro, também mais do que em janeiro (0,9%). 

O Governo do Presidente Lula tem revelado estar atento à situação da economia, vindo daí adotando medidas que estimulem a produção e o consumo das famílias, com  preservação dos salários e retenção do endividamento, por um lado, e noutro sentido tornando possível a aplicação de medidas que afetem o menos possível produtores e consumidores pelo aumento de preços trazidos pela elevação dos preços dos combustíveis em consequência da guerra no Oriente Médio.

Uma dessas medidas foi mitigar o aumento do óleo diesel, do gás de cozinha e do querosene de aviação, assumindo custos estimados em R$ 31 bilhões como compensação aos importadores que dependem de insumos diretos desses países em guerra.

Outra decisão do governo, em fase final de preparação, com provável anúncio na próxima semana, diz respeito a um programa de socorro às famílias endividadas, algo que tem preocupado bastante os ocupantes do Planalto, pela dimensão com isso tem se registrado. 

Esse endividamento é uma ocorrência deplorável que tem como fatores responsáveis, além dos conflitos armados no Oriente Médio, os altos custos dos juros praticados  pelo Copom, do Banco Central, que têm afetado negativamente o consumo e a produção, empurrando empresas e famílias para dívidas e inadimplência preocupantes.

O governo prepara um plano de renegociação de dívidas, com foco em famílias de baixa renda( inscritas no CadÚnico), com a intenção de reduzir em até 90% seus débitos bancários, além de contas de luz, de água, entre outros itens. Será uma forma ampliada e aperfeiçoada do Desenrola que o Ministério da Fazenda já realizou, e que teve razoáv el sucesso. Dentro desse programa, o Governo conta com a liberação de valores retidos do FGTS para quitação ou amortização das dívidas, restabelecendo as famílias à normalidade financeira e às possibildiades de volta ao consumo.

Por José Osmando

0

LIKE NA MATÉRIA

Publicidade