No dia 7 de abril de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) deu início à sua campanha de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), em um evento realizado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Maceió. A cerimônia de abertura contou com a presença de diversos representantes, incluindo membros da Secria, do Ministério da Saúde e de associações voltadas para o apoio a pessoas autistas, como o grupo “Mães de Famílias Atípicas Empreendedoras”.
O Abril Azul busca promover a conscientização sobre o TEA, um distúrbio do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, a interação social e se caracteriza por comportamentos repetitivos e estereotipados. É importante ressaltar que a causa exata do autismo ainda não é totalmente definida, sendo atribuída à interação complexa entre fatores genéticos e ambientais, conforme destacado por especialistas.
Samuel Conselheiro, supervisor de Cuidado à Pessoa com Deficiência da Sesau, sublinhou que o principal objetivo da campanha é promover a aceitação do TEA, incentivar o diagnóstico precoce e garantir um tratamento eficaz para as pessoas que vivenciam essa condição. Em consonância com essa proposta, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu abril como o mês de conscientização sobre o autismo, visando sensibilizar a sociedade, promover a inclusão e reduzir o preconceito.
Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 70 milhões de pessoas no mundo sejam diagnosticadas com algum grau de autismo, o que evidencia a relevância de iniciativas como a do Abril Azul. Conselheiro ressaltou que o autismo costuma ser cercado de desinformação e estigmas, e enfatizou os esforços do governo estadual para garantir que a população receba orientações adequadas e o suporte necessário.
Karini Omena, superintendente de Atenção Primária e Ações Estratégicas da Sesau, reforçou a importância do respeito e acolhimento às pessoas com TEA, destacando que estas atitudes são fundamentais para promover a inclusão social e o desenvolvimento pessoal. Ela afirmou que as unidades de saúde devem estar preparadas para atender às particularidades desse público, utilizando uma abordagem que una técnica e humanização, contribuindo assim para o bem-estar e o desenvolvimento social das pessoas autistas.
Com informações e fotos da Sesau/AL













