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Digitalização de Acervo Raro em Maceió: Preservando a História de Alagoas para o Futuro

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No coração de Maceió, a Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos guarda um acervo inestimável de aproximadamente 6 mil obras raras que narram, em silêncio, capítulos essenciais da história de Alagoas e do Brasil. Em uma iniciativa que une tradição e inovação, o acervo começará a ser digitalizado, facilitando o acesso a esses documentos tão frágiles, que antes só eram disponibilizados presencialmente. Essa ação é fruto de uma colaboração pioneira entre a Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

A digitalização não apenas preserva esses materiais, mas também democratiza o acesso ao conhecimento, permitindo que pesquisadores, estudantes e o público em geral se apropriem mais facilmente dessas vozes do passado. A transformação dos documentos físicos em arquivos digitais é um passo crucial para proteger os exemplares originais, muitos dos quais já enfrentam os desafios do tempo, como encadernações artesanais e tipos de papel em desuso.

Desde 2014, quando a biblioteca passou por um processo de restauração, foi identificado um vasto acervo que necessitava de organização e cuidado. Com a criação do setor de obras raras e a aprovação da Política de Desenvolvimento de Coleções em 2015, a biblioteca se alinhou a diretrizes que garantem a preservação e catalogação do material, de acordo com padrões nacionais e internacionais.

Entre os itens destacados está a coleção “Contos de Diogo de Couto”, datada de 1778, que narra os feitos portugueses no Oriente e mantém sua relevância entre estudiosos da história da expansão marítima. A digitalização se coloca, assim, como parte essencial desse processo de valorização e preservação do patrimônio histórico alagoano.

Mellina Freitas, secretária de Cultura e Economia Criativa, ressalta a importância dessa ação: “Estamos conectando gerações ao ampliar o acesso ao conhecimento, garantindo que um patrimônio coletivo permaneça vivo e relevante.” Ela também destaca o papel fundamental do governador Paulo Dantas na viabilização de investimentos que integram cultura e ciência.

A supervisora da biblioteca, Mira Dantas, explica que cada obra rara possui uma história única e que a digitalização permitirá que essas narrativas alcancem um público mais amplo, sem comprometer a integridade dos exemplares. A prioridade inicial será a digitalização de obras de autores alagoanos, fundamentais para compreender a cultura e a identidade do Estado.

A concretização dessa parceria se dá através do recém-inaugurado Laboratório de Gestão Eletrônica de Documentos (Laged), que oferece um espaço equipado com tecnologia de ponta para estudantes de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Segundo a coordenadora do Laged, professora doutora Rosaline Mota, o laboratório é crucial para o sucesso do projeto, permitindo um trabalho cuidadoso e inovador na digitalização.

“Esse processo não só preserva as obras raras, mas também transforma o acesso, evitando que o manuseio físico comprometa esses documentos valiosos”, afirma Rosaline. A parceria entre a Secult e a Ufal também traz benefícios diretos para a formação acadêmica dos alunos, que têm a oportunidade de se envolver diretamente em um projeto que liga teoria e prática.

Em suma, essa iniciativa não só preserva a memória histórica e cultural de Alagoas, mas também serve como uma ponte para a formação de novos profissionais e a promoção do patrimônio literário do Estado, assegurando que as futuras gerações possam desfrutar e aprender com essa rica herança.

Com informações e imagens do Governo de Alagoas.

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