Mãe Mirian é a primeira ialorixá a ser empossada na Academia Alagoana de Cultura
Um marco histórico será celebrado em Alagoas no próximo dia 26 de maio. A ialorixá Mãe Mirian assumirá a Cadeira 34 da Academia Alagoana de Cultura, tornando-se a primeira representante dos terreiros a integrar a instituição. O evento ocorrerá às 19h na Sala de Música do Complexo do Teatro Deodoro, em Maceió.
A cerimônia reunirá lideranças religiosas, movimentos sociais, representantes culturais e a comunidade alagoana em uma homenagem à ancestralidade, com a presença de atabaques e o ressoar das tradições afro-brasileiras. Natural de Piranhas, às margens do Rio São Francisco, Mirian Araújo Souza Melo tem uma trajetória intimamente ligada à preservação das práticas religiosas afro-brasileiras. Nascida em 9 de junho de 1934, sua vida foi marcada por um longo percurso de resistência, superando décadas de perseguições aos povos de terreiro.
Em 2021, Mãe Mirian foi reconhecida como Patrimônio Vivo de Alagoas, destacando seu papel na manutenção da oralidade, rituais e saberes ancestrais que compõem a identidade cultural do estado. O desembargador Tutmés Airan, o Primeiro Obá de Xangô de Alagoas e defensor das religiões de matriz africana, será o padrinho da cerimônia.
Para a secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas, a posse de Mãe Mirian é um passo significativo no reconhecimento das histórias e tradições de muitos povos. “Ela representa a memória, a resistência e a sabedoria ancestral de Alagoas”, afirmou.
O evento é aberto ao público, que é convidado a participar vestindo roupas brancas, simbolizando a celebração da ancestralidade e o reconhecimento das religiões de matriz africana como essenciais à cultura alagoana.
Com informações e imagens do Governo de Alagoas.













