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Samu Alagoas registra aumento alarmante de quedas e atropelamentos entre idosos em Maceió e Arapiraca

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Alagoas levantou dados alarmantes sobre a segurança de idosos, indicando um aumento significativo nos acidentes que envolvem essa faixa etária. Entre 2024 e 2025, a capital Maceió observou um salto de 13,2% nos atendimentos relacionados a quedas e atropelamentos de pessoas com 60 anos ou mais, passando de 825 para 934 registros. Já na regional de Arapiraca, o crescimento foi de 11,4%, subindo de 844 para 940 casos. Esses números refletem uma média diária crescente, demonstrando uma preocupação direta que precisa ser enfrentada.

A central de Maceió apresentou um aumento na média diária de ocorrências de 2,26 atendimentos em 2024 para 2,56 em 2025, e até o final de março de 2026, já foram registrados 247 casos, elevando a média diária para 2,81. Em Arapiraca, a média diária de atendimentos também cresceu, passando de 2,31 para 2,58. Os números revelam um cenário que demanda atenção, especialmente pelo fato de que a proporção de idosos na população brasileira cresceu exponencialmente de 14,5 milhões para 33 milhões entre 2000 e 2026, um aumento de 127,6%, conforme apontado pelo coordenador geral do Samu Alagoas, Dr. Mac Douglas de Oliveira Lima.

Os desafios associados aos acidentes com idosos são complexos. Segundo o coordenador clínico da Central de Regulação das Urgências, Dr. Jordiran Soares, a recuperação de lesões em pessoas mais velhas é um processo complicado, já que a capacidade de regeneração do corpo diminui com o avanço da idade. Essa realidade salienta a urgência de implementar medidas preventivas eficazes.

Profissionais de saúde recomendaram diversas práticas para minimizar os riscos de acidentes domésticos. Entre elas, a instalação de barras de apoio no banheiro e corredores, a escolha de pisos adequados e a manutenção de uma boa iluminação para facilitar o deslocamento noturno. É importante também evitar mobília de baixo perfil e objetos soltos que possam causar tropeços. No exterior, o uso de calçados com solado antiderrapante e o apoio de andadores ou bengalas pode ser fundamental para a segurança.

A conscientização sobre a travessia segura nas ruas, escolhendo sempre a faixa de pedestres e evitando horários de grande movimento, é crucial. Além disso, verificar a segurança das escadas em prédios e atentar para a possibilidade de reações adversas a medicamentos são medidas complementares que podem fazer a diferença.

Essas sugestões visam garantir a integridade dos idosos, que, por sua vulnerabilidade, exigem cuidados e atenção redobrados de todos ao seu redor.

Com informações e fotos da Sesau/AL

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