O Brasil, sem fazer muito alarde, vem consolidando parcerias com outros países para a exploração e beneficiamento de terras raras e minerais críticos, com foco especial no aproveitamento do lítio.
Na busca desses importantes parceiros estrangeiros, o Brasil já conta com a presença de Canadá, China, Estados Unidos e Chile, sobretudo no chamado “vale do lítio”, em Minas Gerais.
E, agora, acaba de ampliar a participação da Índia na exploração e beneficiamento desse cobiçado elemento químico brasileiro, com a entrada de uma grande empresa indiana, -apoiada pelo governo do primeiro-ministro Narendra Modi-, que está se associando à mineradora brasileira CBL, a única fora da China capaz de converter rocha dura de lítio em insumo de baterias elétricas.
A empresa indiana, que chega para ampliar seus negócios com Companhia Brasileira de Lítio, é a Altmin, que anunciou a compra de 33% da planta da refinaria brasileira localizada em Divisa Alegre, no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais. A CBL é uma empresa 100% nacional, pioneira na lavra e benefificiamento do lítio, uma das poucas empresas do mundo dominar a tecnologia integrada de minério concentrado-composto químico.
Na estratégia de duplicar sua capacidade de mineração e de beneficiamento até o ano 2030, a CBL decidiu abrir seu capital para entrada desse importante parceiro indiano, consolidando sua liderança no mercado.
Com aporte inicial de US$ 40 milhões (cerca de RS$ 220 milhões), o investimento prevê a expansão da capacidade produtiva da refinaria de 2 mil para 6 mil toneladas anuais de hidróxido e carbonato de lítio, materiais essenciais para baterias de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energias limpas.
Nessa tarefa de explorar o lítio, beneficiando-o em seu território e com isso agregando valor a essa produção, o Brasil já conta com a presença da canadense Sigma Lithium, uma das principais exploradoras na região de Araçuaí (MG), sendo a pioneira na produção de lítio verde em escala comercial.
Outra empresa canadense, a Lithium Ionic, também atua na propspecção nessa região mineira.
Com a China, o Brasil firmou parceria com a gigante de carros elétricos BYD, que adquiriu direitos de exploração de lítio brasileiro e está avançando para integrar a cadeia produtiva local.
Já com os Estados Unidos, mineradoras americanas, a exemplo da Atlas Lithium, também fazem prospecção e desenvolvem projetos. O Chile, por sua vez, possui acordos de cooperação técnica com o Brasil, para o desenvolvimento da cadeia industrial do lítio, no interesse de compartilhar tecnologia e buscar eficiência industrial.
O interesse pelo lítio é imenso em todo o mundo, virando verdadeira cobiça entre os países desenvolvidos, com um olhar sempre atento ao Brasil, que possui significativas reservas desse elemento.
O lítio é referido como o “ouro branco” da trasição energética e um dos insumos mais críticos para a indústria do futuro, constituindo pilar fundamental da eletrificação e do armazenamento de energia.
É impensável referir-se a baterias de carrros elétricos e turbinas de geração e amarzenameno de energia sem termos o lítiio no ponto central da história. Sua importância se deve à capacidade elevada , incomparável, de armazenar grandes quantidades de energia em baterias recarregáveis leves e de enorme duração.
É de fato um elemento incomparável e, por isso, tornar-se cada vez mais imprescindível.
A América do Sul possui grandes concentrações de reservas de líto, com destaque para a Bolívia. O Brasil possui reservas estimadas em 730 mil toneladas, concentradas principalmente no Vale do Jequitinhonha (MG), em municípios como Araçuaí e Itinga.
Por José Osmando













