Se teve gente que esperava que o encontro entre o Presidente Lula e Donald Trump desse errado, resultasse em fracasso, e até mesmo que o dirigente norte-americano preparasse algum barraco para o brasileiro, como fez em outras ocasiões com outros governantes , a exemplo do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, de Volodimir Zelenski, da Ucrânia, de líderes do Canadá e da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, literalmente quebrou a cara.
Como a imprensa mundial repercute hoje, o encontro de mais de três horas de duração (antes previsto para apenas meia hora) entre Lula e Trump transcorreu de modo cordial e produtivo, focado no interesse das duas grandes nações, fixado a partir de agora, num trabalho de forma ordenada e parceira, operarando resultados econômicos que favorecem cada um dos lados.
Além de se ter tratado de questões pontuais e significativas do ponto de vista econômico e institucional, trazendo uma perspectiva otimista para a relação comercial e o entendimento diplomático, como o comércio bilateral, o fim das tarifas alfandegárias, a exploração e beneficiameto de terras raras e minerais críticos, o encontro também serviu para marcar um posicionamento altivo do Presidente Lula e defesa da soberania brasileira.
Nesse aspecto da soberania e da imposição dos valores brasiloeiros ao mundo, o Presidente Lula deu o primeiro exemplo de, numa reunião na Casa Branca, dentro do espaço do jogador anfitrião, ter passado aos ministros que integravam a sua comitiva e que se manifestariam em algum momento sobre suas áreas específicas, que ao falarem se expressassem em português, ou seja, na língua oficial brasileira, e não em inglês, como é de constume e como provalmente é de bom agrado aos dirigentes norte-americanos.
Outro ponto da independência do Brasil e da exigência de respeito que o país merece, é o fato de que o presidente Trump acatou a sugestão apresentada por Lula de que a conversa com a imprensa não se desse antes do início da reunião, mas apenas ao seu final, por uma qustão absoluta de lógica.
Como responder à imprensa sobre temas que os dois presidentes ainda não discutiram, não tratataram e, portanto, não se sabe a opinião de cada um, sim existe concenso ou divergência sobre os assuntos da pauta?
Além do mais, como em outras ocasiões tem ficado demonstrado, a colocação pela imprensa internacional de questões alheias aos assuntos em pauta entre os dois dirigentes que vão se encontrar, termina gerando um desvio de atenções, plantando-se na mídia visões distorcidas, enfim, tencionando e atrapalhando nos resultados.
Ao final de tudo, e depois de servir um almoço em que incluiu até mesmo o nosso tradicional feijão preto, o presidente Donald Trump parece começar a se redimir das tolices que tem aprontado contra o Brasil, como as deploráveis tarifas de 50%, afirmando que “tive uma ótima reunião com o presidente Lula, falamos sobre tarifas, eles (governo brasileiro) gostariam de de ter um alívio das tarifas. Tivemos uma ótima reunião, ele é um homem bom, um cara esperto.”
No rol dos elogios que Trump fez a Lula após o encontro, constam que Lula é “presidente dinâmico”, “homem bom”, “inteligente”, “esperto”, e nos relatos que a imprensa estrangeira fez da reunião, resulta a conclusão do tom de reaproximação entre os dois presidentes e que, apesar das tensões acumuladas nos últimos meses, “havia muito em jogo nessa relação estratégica e os líderes demonstraram clara sintonia”, como bem expressou o jornal El País, da Espanha.
Enfim, pela exposição de imagens da reunião de trabalho e do almoço, que a própria Casa Branca postou ontem mesmo, os marqueteiros de Lula- se quiserem e acharem que vale a pena_, podem até utilizar como peças favoráveis da campanha à releição.
Ou seja, para os que torciam contra, o tiro saiu pela culatra.
Por José Osmando













