Uma ação conjunta da Polícia Militar de Alagoas, liderada pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), resultou no fechamento de um abatedouro clandestino em Porto Real do Colégio, um município situado na região ribeirinha. A operação, que aconteceu no último domingo, tinha como principal objetivo combater práticas irregulares de abate de animais, bem como a degradação ambiental que essa atividade gera na localidade.
A mobilização aconteceu após um Ofício emitido pelo Ministério Público Estadual, que havia denunciado atividades ilegais no abatedouro em questão. A guarnição da BPA, em colaboração com especialistas do Instituto do Meio Ambiente (IMA) e da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (ADEAL), foi responsável por realizar fiscalizações administrativas e sanitárias na área, corroborando as alegações recebidas.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram evidências de um abate irregular, onde dois bovinos estavam sendo sacrificados em uma Área de Preservação Permanente (APP). Os agentes observaram que a atividade não contava com as devidas autorizações dos órgãos competentes e ocorria em condições extremamente insalubres, incluindo o descarte inapropriado de resíduos no Riacho Ribeirinha, que é um afluente do Rio Boca Seca. Durante as inspeções, constataram, ainda, que os animais estavam sendo abatidos com o uso de métodos cruéis, como machados e facões, o que caracteriza uma violação clara de direitos dos animais.
Com as provas colhidas, as ações do abatedouro clandestino foram enquadradas na Lei nº 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. O responsável pelo estabelecimento foi detido e encaminhado ao CISP de Penedo, onde as medidas legais necessárias foram adotadas.
Além disso, após uma avaliação técnica, as carcaças dos bovinos foram apreendidas e posteriormente destinadas à Pousada Sol e Mar, localizada em Maragogi. Este material será utilizado como suplemento alimentar para os animais do zoológico local, com a viabilidade do uso devidamente atestada pelo médico-veterinário responsável. Esta operação não apenas combateu crimes ambientais, mas também garantiu uma destinação responsável para os animais abatidos.
Com informações e fotos da Semarh/AL













