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Estudo revela que sistemas integrados aumentam ganho de peso e reduzem emissões na pecuária

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Pesquisadores da Embrapa e da Universidade de Brasília (UnB) realizaram um estudo para examinar as repercussões de diferentes estratégias de intensificação na pecuária, focando no ganho de peso de bovinos da raça Nelore BRGN, na emissão de metano entérico e no acúmulo de carbono no solo. Os resultados demonstraram que os sistemas integrados de produção não apenas aumentaram significativamente o ganho de peso dos bovinos, mas também contribuíram para padrões ambientais mais favoráveis.

No comparativo com uma pastagem convencional, foi observado um incremento de 72% no ganho de peso diário dos bovinos no sistema de rotação de capim BRS Zuri com lavoura e um incremento de 56% no sistema de pasto contínuo consorciado com feijão guandu IAPAR 43. Além disso, a análise revelou que, na comparação com a pastagem solteira, a emissão de metano foi reduzida em 60% no sistema consorciado e 49% no rotacionado. Também se constatou um aumento no acúmulo de carbono no solo, confirmando que os sistemas integrados têm um papel essencial na promoção de uma pecuária mais sustentável e resiliente.

No desenvolvimento da pesquisa, foram testados três sistemas de produção em que o BRS Piatã funcionou como base. O primeiro sistema consistiu em uma pastagem contínua de BRS Piatã; o segundo combinou esta pastagem com a leguminosa feijão guandu; e o terceiro utilizou rotação com o BRS Zuri. Os dados mostraram que os bovinos ganharam peso de maneira mais efetiva nos sistemas integrados, com o S1 apresentando um ganho médio diário de 0,44 kg, o S2 de 0,69 kg e o S3 de 0,76 kg, indicando a eficácia das estratégias de intensificação.

Outro ponto importante do estudo foi a relação entre a emissão de metano e o ganho de peso. Enquanto a pastagem convencional gerou 450 g de CH₄ por kg de ganho de peso vivo por hectare, o sistema consorciado emitiu 269 g e o integrado com capim Zuri apenas 224 g. Esse desempenho ambiental positivo foi acompanhado por um aumento no estoque de carbono, especialmente no sistema que incluía leguminosas, apresentando 83,17 toneladas de carbono por hectare, em contraste com 62,20 toneladas na pastagem solteira.

Além de evidenciar a possibilidade de intensificação da produção pecuária com mitigação das emissões de gases de efeito estufa (GEE), a pesquisa reforçou a relevância de tecnologias como o consórcio de pastagens e a rotação lavoura-pecuária. O estudo, publicado neste ano, também é parte de uma tese de doutorado que recebeu reconhecimento em um simpósio internacional, destacando a colaboração de uma equipe multidisciplinar.

Com o Brasil se posicionando como um dos maiores produtores de carne bovina, essas descobertas são cruciais para entender como a agropecuária pode não apenas melhorar sua eficiência, mas também contribuir para a redução das emissões de GEE, oferecendo uma nova perspectiva sobre práticas sustentáveis que beneficiam tanto a produção quanto a preservação ambiental.

Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Thais Rodrigues de Sousa / Embrapa

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