Um estudo recente revela que 80% das empresas listadas na Fortune 500 estão ativamente integrando agentes de inteligência artificial (IA) em suas operações. Esse dado ressalta a rápida evolução e adoção dessas tecnologias no ambiente corporativo, levantando, ao mesmo tempo, preocupações sobre governança, observabilidade e segurança cibernética.
O relatório Cyber Pulse, divulgado pela Microsoft, destaca a necessidade urgente de uma governança robusta em torno desses agentes autônomos. À medida que as empresas implementam soluções de IA, a falta de visibilidade sobre esses sistemas pode se tornar um risco significativo. Os agentes de IA, utilizados em diversas funções organizacionais, têm se tornado ferramentas populares não apenas em áreas técnicas, mas também entre colaboradores de diversos setores, que agora criam e gerenciam esses sistemas.
Como qualquer outro ativo digital, os agentes de IA exigem proteção adequada. Para isso, é fundamental adotar princípios de segurança como o modelo de Zero Trust, que envolve conceder acessos restritos, realizar verificações explícitas de identidades e assumir que a violação pode ocorrer. Essa abordagem deve ser aplicada a agentes de IA com a mesma rigidez que se aplica a usuários humanos, garantido que cada um tenha acesso apenas aos dados e sistemas necessários.
Os agentes de IA desempenham um papel cada vez mais complexo em diversas indústrias, como financeiro, varejo e manufatura, ajudando em tarefas como análise de dados, triagem de alertas de segurança e automação de processos. Contudo, com essa ampliação do uso, surgem novas camadas de risco. Muitas empresas ainda enfrentam desafios para ter clareza sobre quantos agentes estão ativos e quem os gerencia, evidenciando a presença do chamado “Shadow AI,” que aumenta a margem de vulnerabilidades.
Diante de um cenário em que uma porcentagem considerável dos colaboradores utiliza agentes não autorizados em suas atividades, torna-se primordial estabelecer uma infraestrutura de observabilidade eficaz. Isso implica em ter um registro centralizado dos agentes, controle de acesso rigoroso e visualizações em tempo real sobre suas interações.
A governança e a segurança, embora interligadas, servem a funções distintas. A governança define normas e responsabilidades, enquanto a segurança se preocupa em proteger acessos e monitorar ameaças. Ambas são cruciais para garantir a eficácia dos agentes e minimizar riscos operacionais.
À medida que as organizações começam a reconhecer a importância de uma abordagem estruturada para gerenciar seus ativos de IA, elas não apenas mitigam riscos, mas também podem transformar a segurança em uma vantagem competitiva. Companhias que investem em segurança e inovação ao mesmo tempo são capazes de extrair valor real da IA, aproveitando seu potencial para impulsionar o crescimento e a resiliência em um mercado cada vez mais dinâmico.
Com informações e imagens da Microsoft













