No dia 16 de abril de 2026, em celebração ao Dia Mundial da Voz, ocorreu o I Seminário sobre Distúrbios da Voz Relacionados ao Trabalho em Professores, promovido pelo Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest), um órgão que integra a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau). O evento teve lugar no auditório da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), localizado no bairro Trapiche, em Maceió, e reuniu professores da Rede Pública de Ensino, profissionais da saúde, gestores e estudantes interessados no tema.
A realização do seminário foi uma colaboração entre diversas instituições, incluindo a Uncisal, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a Fonoclin e a Universidade Maurício de Nassau (Uninassau). A programação do evento foi rica em conteúdo e incluiu debates focados em políticas públicas, vigilância em saúde e estratégias de cuidado. O objetivo foi aprofundar a discussão sobre as condições de trabalho dos educadores e o impacto delas na qualidade de vida desses profissionais.
A fonoaudióloga Rayné Melo, que organizou o seminário, ressaltou a importância deste tipo de iniciativa para a saúde dos educadores. Segundo ela, o evento serve como um marco significativo ao trazer à tona questões que muitos professores enfrentam diariamente, especialmente os problemas vocais gerados pelo uso intensivo da voz em sala de aula. Rayné também enfatizou que, desde que os Distúrbios de Voz Relacionados ao Trabalho (DVRT) passaram a ser de notificação compulsória no Brasil, o Cerest tem a oportunidade de mensurar de forma mais precisa essa condição e desenvolver estratégias de cuidado mais eficientes.
O foco principal da organização é sensibilizar os profissionais, capacitar as equipes de saúde e promover uma integração entre diferentes setores, abrangendo desde a prevenção até o acompanhamento de casos. Ela salientou que cuidar da voz do docente significa também cuidar da qualidade da educação e da saúde do trabalhador como um todo.
A relevância da saúde vocal foi reiterada durante o seminário, destacando que esta é uma parte essencial da saúde do trabalhador, em especial para aqueles que utilizam a voz como sua principal ferramenta de trabalho. Desde 2024, a notificação compulsória de DVRT no Brasil levou a um aumento na visibilidade do problema, evidenciando a atuação da vigilância em saúde. Em Alagoas, foram registradas mais de 1.700 notificações deste tipo de distúrbio, o que reforça a necessidade urgente de ações voltadas para a prevenção, diagnóstico e cuidado adequado desses agravos.
Com informações e fotos da Sesau/AL













