Nos primeiros cinco dias de 2026, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Maceió registrou alarmantes oito casos de afogamento, um número que já iguala o total de ocorrências do mês de janeiro do ano anterior. Essa estatística é indicativa de um problema recorrente, especialmente durante os meses de verão, quando as praias, rios e piscinas atraem um grande número de banhistas, incluindo muitos turistas que, frequentemente, não estão cientes dos riscos associados a esses ambientes.
O coordenador geral do Samu em Alagoas, Mac Douglas de Oliveira Lima, destaca a preocupação com a rapidez com que os casos estão se acumulando, enfatizando que apenas em cinco dias se chegou à média de afogamentos registrada em um mês inteiro no ano passado. Essa realidade evidencia uma clara falta de conscientização entre a população, especialmente entre adultos que, após o consumo excessivo de álcool, tendem a se expor a riscos desnecessários. Além disso, o relaxamento na vigilância de crianças em locais aquáticos também contribui para o aumento dos acidentes.
As estatísticas anteriores corroboram essa sazonalidade do problema. Em 2025, Maceió registrou 40 casos de afogamento, enquanto em 2024 foram 47. Em comparação, a Central do Samu de Arapiraca apresentou números bem menores, com seis e cinco casos respectivamente nos dois anos anteriores, ressaltando a maior incidência de afogamentos em áreas litorâneas.
Uma tragédia recente, ocorrida no último domingo, quando uma mãe de 39 anos e seu filho de 11 anos perderam a vida em uma piscina em Maragogi, revela a gravidade da situação. Inicialmente, o caso foi abordado como um afogamento, mas posteriormente foi confirmado que a causa das mortes foi uma descarga elétrica. Essa ocorrência exemplifica dois perfis recorrentes de vítimas: crianças que sofrem por falta de supervisão e adultos, que muitas vezes se colocam em risco devido ao consumo de bebidas alcoólicas.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, aproximadamente 16 brasileiros perdem a vida diariamente em acidentes aquáticos, muitos dos quais poderiam ser evitados. Para lidar com esse problema, o Samu atua em colaboração com o Corpo de Bombeiros, sendo os bombeiros responsáveis pela busca e salvamento, enquanto o Samu proporciona os primeiros socorros e suporte avançado.
Apesar dos esforços das equipes de emergência, a prevenção é fundamental. Os especialistas recomendam que banhistas em praias respeitem as sinalizações que indicam perigos, como correntes fortes ou profundidades irregulares, situações que frequentemente são ignoradas. Nos casos de piscinas, é essencial que as crianças nunca fiquem sem vigilância, mesmo que por breves momentos, e que cercas de segurança estejam presentes em residências.
Para adultos e adolescentes, evitar a ingestão de álcool antes ou durante o banho em locais aquáticos é uma diretriz vital. A mensagem é clara: a celebração do verão não deve obscurecer o instinto de autopreservação. O Samu reitera que é vital realizar atividades de lazer de forma responsável, pois o mar é imprevisível e o afogamento pode ocorrer silenciosamente.
Diante do cenário atual, a conscientização das medidas de segurança se torna imprescindível. Os banhistas devem manter sempre uma supervisão atenta, respeitar os limites de locais de banho e evitar brincadeiras perigosas que possam colocar a vida em risco. Além disso, recomenda-se que adultos que não dominam a natação permaneçam em áreas rasas e próximas à margem. E, em emergências, é imprescindível contatar imediatamente os serviços de urgência como o Samu (192) ou o Corpo de Bombeiros (193).
Com informações e fotos da Sesau/AL












