Em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado no dia 18 de maio, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Maceió promoveu uma série de rodas de conversa voltadas à conscientização de seus profissionais. Essa iniciativa faz parte da campanha nacional conhecida como Maio Laranja, que tem o objetivo de sensibilizar a sociedade sobre a gravidade da violência sexual infantojuvenil e estimular ações efetivas de proteção.
As atividades ocorreram na sede da Central do Samu Maceió, no Hospital Metropolitano e em várias outras bases descentralizadas. O foco foi capacitar os socorristas para que desenvolvam um olhar atento e analítico durante os atendimentos, especialmente quando há suspeitas de abusos. Muitos episódios de violência são disfarçados como emergências comuns, tornando essencial que os profissionais estejam preparados para reconhecer esses sinais disfarçados.
Especialistas presentes, como as assistentes sociais Jordana Alves Silva e Maria Liege Batista Araújo, enfatizaram que a finalidade das rodas de conversa é dotar os socorristas de ferramentas e conhecimento para que possam identificar potenciais casos de abuso ou violência contra menores. Mesmo que as suspeitas não possam ser confirmadas imediatamente, a notificação deve ocorrer de forma ágil, uma vez que isso possibilita que as situações sejam investigadas e encaminhadas à Rede de Atenção às Violências (RAV) e a outros entes responsáveis.
A psicóloga do Samu, Amália Jambo Muniz Falcão, complementou a importância da notificação rápida, afirmando que ela é crucial para interromper ciclos de violência que frequentemente afetam as vítimas. “É nosso papel perceber os sinais e ativar os mecanismos de proteção adequados”, ressaltou.
De acordo com o coordenador geral do Samu, Mac Douglas de Oliveira Lima, a instituição se posiciona como uma porta aberta para todos os tipos de atendimento relacionados à violência. Ele sublinhou que a equipe deve cultivar uma visão abrangente sobre os casos de violência, garantindo atendimento de qualidade e respeitoso para todas as vítimas, seja crianças, adolescentes, mulheres ou pessoas em situações de vulnerabilidade.
O técnico de enfermagem Júnior Holanda reforçou que a luta contra o abuso e a exploração sexual é uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade. “A conscientização dos profissionais é um passo essencial para promover a prevenção e o acolhimento das vítimas. O silêncio perpetua a violência, enquanto a informação e a ação ética salvam vidas e restauram dignidade”, declarou. Além de chamar a atenção para a necessidade de um compromisso coletivo com a proteção dos direitos humanos em todos os contextos sociais, ele fez um apelo: denunciar é um ato de coragem e cuidado.
A relevância dessa data não pode ser subestimada. Instituída pela Lei Federal 9.970/2000, a data serve como um marco de memória em respeito a vítimas de crimes hediondos, como o notório “Caso Araceli”, que ocorreu em 1973, trazendo à tona a urgência de combater a impunidade. Denúncias podem ser realizadas por canais como o Disque 100, a Polícia Militar ou conselhos tutelares, uma ação fundamental para a proteção de nossas crianças e adolescentes.
Com informações e fotos da Sesau/AL












