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Projeto ‘Movimento que Gera Vida’ transforma recuperação de pacientes em Hospital Regional de Palmeira

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No Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI), um inovador projeto intitulado “Movimento que Gera Vida” está transformando a experiência de recuperação de pacientes. Com o objetivo de oferecer um atendimento integral aos que se encontram acamados, essa iniciativa, idealizada por uma equipe de fisioterapeutas, combina cuidados especializados, reabilitação e um enfoque humano no tratamento.

O projeto é uma resposta a uma necessidade premente: prevenir complicações decorrentes da imobilidade prolongada e promover a autonomia dos pacientes. Os fisioterapeutas envolvidos trabalham de maneira sistematizada, realizando avaliações cuidadosas e acompanhando os pacientes mesmo aqueles que enfrentam severas limitações funcionais. O tratamento é sempre adaptado às condições clínicas individuais, priorizando a segurança e a eficiência das intervenções.

Quando os pacientes apresentam estabilidade em suas condições clínicas, o projeto oferece a oportunidade de deambulação ao ar livre. Essa atividade não só promove o contato com a natureza, mas também proporciona uma mudança de ambiente que é crucial para o bem-estar emocional, um aspecto frequentemente negligenciado durante a hospitalização. Segundo Cláudia Mychelle, supervisora de Fisioterapia, a experiência proporciona muito mais do que um avanço físico. Muitos pacientes, após longos períodos internados, expressam sentimentos de felicidade e gratidão por essa chance de vivenciar um momento fora do leito.

Os fisioterapeutas realizam registros detalhados das evoluções funcionais dos pacientes, acompanhando suas respostas às intervenções e os desafios encontrados ao longo do processo. Essa troca de informações é fundamental para o aprimoramento contínuo das práticas assistenciais, contribuindo para a prevenção de complicações como atrofia muscular e problemas respiratórios. Os resultados desse trabalho já são evidentes: pacientes que antes tinham dificuldades até para se movimentar começam a mostrar melhorias significativas, o que, consequentemente, impacta positivamente na recuperação clínica e na redução do tempo de internação.

José Luis, um dos pacientes beneficiados, compartilha a transformação em sua vida. “Eu não conseguia nem descer da cama para calçar uma sandália. Hoje consigo dar meus passos e sei que isso é um recomeço”, relatou. O projeto “Movimento que Gera Vida” se estabelece, assim, como uma prática permanente no HRPI, fortalecendo o papel da fisioterapia enquanto proporciona uma assistência que é não apenas eficiente e segura, mas profundamente humanizada. Essa abordagem reafirma o compromisso da instituição com a recuperação integral de seus pacientes, mostrando que a mobilização precoce pode realmente fazer a diferença na trajetória de reabilitação hospitalar.

Com informações e fotos da Sesau/AL

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