A obesidade infantil se tornou uma das preocupações mais urgentes em saúde pública contemporânea, exigindo o envolvimento ativo das famílias desde os primeiros anos de vida das crianças. Em especial, a nutricionista Janine Mendonça, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), destacou a relevância da conscientização sobre essa questão, especialmente em datas como o Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, celebrado na quarta-feira, 3 de junho.
Mendonça enfatizou que a obesidade infantil é uma condição complexa e multifatorial, que não se limita apenas ao excesso de peso, mas traz consigo uma série de repercussões negativas para a saúde física e emocional das crianças. O aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, o sedentarismo e o prolongado tempo diante das telas são fatores que contribuem significativamente para a epidemia de obesidade entre os mais jovens. Essa combinação gera efeitos prejudiciais, que vão desde dificuldades em atividades físicas até questões relacionadas à saúde mental, como problemas de autoestima e isolamento social.
A nutricionista explicou que a obesidade é identificada, em termos práticos, pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, muitas vezes avaliado por meio do Índice de Massa Corporal (IMC), levando em conta a idade e o sexo da criança. Entre os sinais de alerta, podem ser citados o ganho acelerado de peso, o aumento da circunferência abdominal e alterações no padrão de sono. Janine alertou que os impactos da obesidade vão além do físico; muitas crianças enfrentam desafios emocionais que podem afetar suas interações sociais.
Ademais, é crucial que as famílias desempenhem um papel ativo na formação de hábitos saudáveis. Janine ressaltou que um ambiente familiar que prioriza uma alimentação equilibrada e incentiva a prática de atividades físicas pode ser fundamental na defesa contra a obesidade. “As mudanças devem começar em casa. A alimentação saudável e a promoção de um estilo de vida ativo são essenciais e podem levar as crianças a refletirem essas práticas em sua vida cotidiana”, afirmou.
Para evitar que a obesidade se instale, Mendonça propõe algumas estratégias práticas: priorizar refeições ricas em frutas, verduras e alimentos naturais; reduzir o consumo de ultraprocessados e bebidas açucaradas; estabelecer horários regulares para as refeições; e limitar o tempo de tela. Além disso, incentivar jogos e atividades físicas é vital.
Em resumo, pequenas mudanças no cotidiano familiar podem contribuir significativamente para o desenvolvimento saudável das crianças. Criar um ambiente propício à saúde e ao bem-estar, associado ao acompanhamento profissional quando necessário, é a melhor estratégia para assegurar uma vida saudável e com qualidade para as futuras gerações. A prevenção se revela, assim, como o caminho primordial para alcançar esses objetivos.
Com informações e fotos da Sesau/AL













