A Semana Santa é um período significativo para muitas famílias, especialmente no que diz respeito às tradições gastronômicas, onde o pescado ocupa um lugar de destaque. Com a proximidade das festividades, a nutricionista Janine Mendonça, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), alerta sobre a importância de cuidados na compra e armazenamento do pescado, dada a sua natureza altamente perecível. A manipulação inadequada desse tipo de alimento pode acarretar sérios riscos à saúde.
Para garantir a segurança na ceia de Páscoa, Janine destaca que a escolha do local de compra é fundamental. É essencial optar por estabelecimentos que apresentem condições de higiene adequadas e que mantenham os produtos a uma temperatura ideal. No caso de mariscos, como o sururu, a procedência é ainda mais crucial, pois esses alimentos estão mais vulneráveis a contaminações. A nutricionista recomenda que o consumidor verifique se o pescado está conservado sob gelo limpo, sem odores fortes, e que observe a data de validade.
A avaliação da frescura do pescado é outro aspecto importante. Características como olhos brilhantes e transparentes, guelras vermelhas, carne firme e escamas bem aderidas são indicativos de que o peixe está em boas condições. Camarões e mariscos, por sua vez, devem ter uma coloração uniforme e uma textura firme, além de não apresentarem odores desagradáveis. Janine enfatiza que o consumo de pescado mal armazenado pode levar a intoxicações alimentares, com sintomas como náuseas e diarreia, além de potencais infecções bacterianas, como as provocadas pela Salmonella.
Para aqueles que pretendem antecipar a compra, a nutricionista aconselha que o pescado seja refrigerado ou congelado imediatamente após a aquisição. O uso de bolsas térmicas durante o transporte é recomendado, especialmente em dias quentes, para manter a temperatura adequada. Em casa, o ideal é armazenar o pescado em recipientes fechados na geladeira, onde deve ser consumido em até 48 horas. Se armazenado no freezer, deve ser colocado em embalagens bem vedadas a uma temperatura de cerca de -18°C. O prazo de conservação varia: peixes podem ser congelados por até três meses, enquanto camarões e mariscos devem ser consumidos em um período de dois a três meses.
O descongelamento é outro ponto que merece atenção. Janine sugere que esse processo seja feito na geladeira para prevenir a proliferação de microrganismos, evitando o descongelamento em temperatura ambiente. Para preparações imediatas, o uso do micro-ondas ou do descongelamento em água fria, sempre com os alimentos devidamente embalados, pode ser uma alternativa segura.
A prática de uma higiene rigorosa das mãos e utensílios, aliada ao cozimento adequado e o armazenamento correto, são fundamentais para evitar complicações de saúde. A nutricionista finaliza alertando sobre erros comuns, como o recongelamento de pescado cru após descongelamento, e recomenda descartar qualquer alimento que apresente odores ou aparência suspeita. Com essas orientações, é possível desfrutar de uma ceia de Páscoa não apenas deliciosa, mas também segura.
Com informações e fotos da Sesau/AL













