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Neurologista do SUS destaca sinais e tratamento da Doença de Parkinson para diagnóstico precoce

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A Doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva que impacta de forma significativa os movimentos do corpo, podendo prejudicar a qualidade de vida de quem a enfrenta. De acordo com a neurologista Cícera Pontes, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a detecção precoce e o tratamento adequado são cruciais para o manejo da doença. Ela enfatiza a importância dos cuidados multiprofissionais para ajudar os pacientes a lidarem melhor com os sintomas.

Os sinais da Doença de Parkinson incluem lentidão nos movimentos, tremores, rigidez muscular, desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita. Por sinal, o primeiro sintoma a se manifestar é a lentidão, que pode ser percebida nas tarefas diárias, como vestir-se ou caminhar. Embora os tremores sejam frequentemente associados à doença, nem todos os pacientes os experienciam, e, curiosamente, em cerca de 30% dos casos, os tremores podem estar ausentes. Essa confusão pode levar familiares a atribuírem os sinais a um simples envelhecimento, o que dificulta a busca por ajuda médica.

A neurologista explica que a doença resulta da degeneração de células na substância negra do cérebro, responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor vital para o controle dos movimentos. A escassez dessa substância causa os sintomas motores, mas a Doença de Parkinson também pode trazer manifestações não-motoras, como a diminuição do olfato, constipação intestinal, distúrbios do sono, ansiedade e depressão. Esses sintomas podem surgir antes mesmo dos sinais motores, tornando ainda mais essencial a atenção dos familiares.

Embora a Doença de Parkinson prevaleça entre pessoas com mais de 60 anos, casos de início precoce são possíveis, com alguns indivíduos apresentando sintomas antes dos 50 anos, muitas vezes por influências genéticas.

O diagnóstico é realizado principalmente por meio de uma avaliação clínica detalhada do neurologista, que considera o histórico do paciente e identifica sinais característicos durante o exame físico. Exames complementares podem ser solicitados para descartar outras condições neurológicas com sintomas semelhantes.

No que diz respeito ao tratamento, a neurologista aponta que, no Sistema Único de Saúde (SUS), os pacientes têm acesso ao acompanhamento médico especializado e a medicamentos que ajudam a controlar os sintomas da doença. O tratamento é abrangente, englobando tanto abordagens medicamentosas quanto terapias não-medicamentosas, como fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Estes acompanhamentos são essenciais para a manutenção da mobilidade, da fala e da independência do paciente, contribuindo para uma melhor qualidade de vida ao longo do tratamento.

Com informações e fotos da Sesau/AL

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