A hipertensão arterial, comumente conhecida como pressão alta, é um dos principais desafios de saúde no Brasil, afetando milhões de pessoas e representando um fator de risco significativo para doenças graves, como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Entretanto, essa condição ainda gera confusão e é cercada por mitos que podem prejudicar tanto a prevenção quanto o tratamento adequado. O médico David Brito, especialista do Hospital do Coração Alagoano, esclarece algumas questões recorrentes sobre esta patologia silenciosa e perigosa.
Uma das crenças mais disseminadas é a ideia de que, ao conseguir normalizar a pressão arterial, o paciente pode interromper o uso de medicamentos. Brito afirma que esta noção é um equívoco. Sua estabilidade é mantida pela ação dos fármacos. Parar a medicação sem a orientação de um profissional de saúde pode levar a um aumento da pressão arterial novamente, gerando riscos de complicações graves.
Outro ponto que merece atenção é o consumo de sal. De acordo com o especialista, o excesso de sódio está, de fato, relacionado à elevação da pressão arterial. O consumo elevado de sal provoca retenção de líquidos, o que aumenta o volume sanguíneo circulante, refletindo diretamente na pressão arterial.
Muitos ainda acreditam que a hipertensão é uma condição restrita a idosos, mas essa ideia é enganosa. Embora a incidência aumente com a idade, fatores como obesidade, sedentarismo e dieta inadequada podem fazer com que pessoas mais jovens, incluindo crianças, também sejam afetadas.
Além disso, o estresse é uma variável a ser considerada, uma vez que situações de tensão podem causar a liberação de hormônios que estreitam os vasos sanguíneos, levando a um aumento temporário na pressão arterial. Quando essa situação se torna frequente, os riscos são acumulativos.
Ainda que a prática regular de atividades físicas supre uma barreira importante para controlar a hipertensão, é um erro acreditar que a atividade física sozinha elimina completamente o risco de desenvolver a doença, especialmente em indivíduos com predisposição genética.
David Brito ressalta que adotar hábitos saudáveis é crucial para o controle da pressão arterial. Realizar exercícios regularmente, manter um peso adequado e reduzir o consumo de álcool e sódio são medidas essenciais que podem até diminuir a necessidade de uso de medicamentos em alguns casos.
Por fim, é importante destacar que a hipertensão muitas vezes não apresenta sintomas claros, sendo classificada como uma “doença silenciosa”. Por essa razão, é fundamental realizar medições regulares da pressão arterial e manter o acompanhamento médico, especialmente para aqueles com histórico familiar ou outros fatores de risco. Promover uma boa informação é o primeiro passo para prevenir complicações e assegurar uma vida mais saudável.
Com informações e fotos da Sesau/AL












