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Gravidez na adolescência em Alagoas cai quase 48% em uma década, revela Secretaria de Saúde

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Nos últimos dez anos, Alagoas assistiu a uma notável redução de quase 48% nos casos de gravidez na adolescência, segundo informações recentes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Em 2015, aproximadamente 26,3% das gestantes eram adolescentes, enquanto em 2025 esse número caiu drasticamente para 15,2%. Os dados foram revelados pela Supervisão de Cuidados da Mulher, Criança e Adolescente (Sumca) e evidenciam uma transformação significativa na realidade do estado.

O levantamento realizado revela que em 2015, Alagoas registrou cerca de 52.317 nascimentos ao total, dos quais 28.234 eram de gestantes entre 10 a 19 anos. Em contraste, em 2025, o número total de nascidos vivos diminuiu para 46.384, com 14.732 desses provenientes de mães adolescentes. As estatísticas também mostram que a maioria das gestantes adolescentes se concentra na faixa etária de 19 anos, que corresponde a 36,01% dos registros. As meninas de 18 anos representam 21,45% e as de 17 anos, 13,59%.

A diminuição dessa taxa é amplamente atribuída ao fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, que é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e responsabilidade das prefeituras. Lucas Barbosa, assessor técnico da Sumca, destacou que a queda nas taxas de gravidez precoce está relacionada também a programas de educação em saúde implementados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e ações intersetoriais em parceria com instituições de ensino. Essas iniciativas têm se concentrado em temas de conscientização e prevenção, engajando o público adolescente por meio de palestras e outras atividades educativas.

Além disso, houve um aumento da idade média em que as mulheres têm seu primeiro filho. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que a média nacional é de 26 anos, enquanto Alagoas registrou uma média de 27 anos. Este dado reforça a tendência de que as mulheres estão adiando a maternidade, o que também pode ser reflexo do melhor acesso ao planejamento familiar e aos métodos contraceptivos oferecidos através de programas como o “Decidiu”. Essa mudança representa um passo importante na promoção da saúde pública e melhoria da qualidade de vida das jovens no estado.

Com informações e fotos da Sesau/AL

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