Desastre Socioambiental em Maceió: 8 Anos de Impunidade e Cobranças à Braskem
O desastre socioambiental que afetou os bairros de Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol continua a ser tema de intenso debate na Câmara Municipal. Neste dia 3 de outubro, completam-se oito anos do primeiro tremor no Pinheiro e a mineradora Braskem é cobrada por reparações às famílias afetadas.
Durante a sessão, a vereadora Teca Nelma destacou que a tragédia permanece impune, afirmando: “São oito anos do maior crime socioambiental em Maceió. Mais de 60 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas e mais de 15 mil imóveis foram destruídos por causa da ganância da Braskem. Ninguém foi responsabilizado, enquanto as vítimas continuam sofrendo.”
A vereadora também mencionou o isolamento de regiões como Flexais, em Bebedouro, e partes de Bom Parto, ressaltando que muitas famílias estão em busca de realocação e indenizações justas, sem apoio do Fundo de Amparo ao Morador.
O vereador Charles Hebert complementou a discussão, exigindo que a Braskem repactue seus acordos, já que as famílias continuam sem perspectivas após perderem suas casas. “As vítimas precisam ser compensadas. O acordo com Maceió não ultrapassa R$ 25 bilhões, mas a área no valor de mais de R$ 50 bilhões está sendo registrada no nome da Braskem, que está se beneficiando injustamente,” afirmou.
Outras Questões em Destaque
Além dos desdobramentos relativos à Braskem, os vereadores também abordaram ações da Prefeitura de Maceió nas áreas da educação, melhorias para o bairro Benedito Bentes e a aprovação de várias iniciativas voltadas para o desenvolvimento local.
Com informações e fotos da Cmaâmara Municipal de Maceió













