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Migração do Rio Jacarecica desperta preocupações em Maceió, alerta Instituto do Meio Ambiente

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A migração da foz do Rio Jacarecica, situado em Maceió, tem gerado preocupações entre os moradores locais. O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) conduziu um estudo utilizando imagens de geoprocessamento para examinar esse fenômeno natural. A pesquisa identificou que a migração da foz é influenciada por diversos fatores, incluindo a precipitação, que aumenta a vazão do rio, e as dinâmicas oceânicas, como ondas, marés e eventos de tempestade.

Além disso, a movimentação de areia e sedimentos na costa, conhecida como deriva litorânea, tem um papel significativo nesse processo de migração. Segundo a equipe técnica do IMA, a situação tem apresentado uma variabilidade notável ao longo das décadas, com deslocamentos do rio tanto para o Norte quanto para o Sul. Ricardo César, coordenador de Gerenciamento Costeiro do IMA, destacou que em períodos recentes, a foz do rio migrou até 800 metros para o Norte, enquanto atualmente, encontra-se a 350 metros para o Sul.

Esse fenômeno não é exclusivo do Jacarecica e também é observado em outras fozes, como a do Rio Sauaçuhy, que apresentou migrações significativas, movendo-se quase 1,5 quilômetro em direção ao Norte. Ricardo apontou que o processo de urbanização nas proximidades não afeta diretamente a migração, mas pode comprometer as estruturas existentes caso o fenômeno continue. Portanto, um planejamento adequado de ocupação e uma atenção especial à área Norte são essenciais.

Para minimizar os impactos adversos da migração, a preservação do ecossistema de manguezais é considerada vital. A migração excessiva pode levar à degradação das estruturas existentes e potencial contaminação das áreas costeiras a partir de ruínas. Em resposta a esses desafios, a Prefeitura de Maceió implementou uma obra de contenção de erosão, que foi licenciada pelo IMA, fundamentada em estudos da dinâmica costeira e fluvial.

A questão da poluição do Rio Jacarecica, que se estende por mais de 12 quilômetros de área urbana, também é um tema de grande preocupação. Nascendo no bairro Benedito Bentes, o rio está sujeito a ocupações desordenadas que favorecem o lançamento clandestino de esgoto e resíduos. O Laboratório de Estudos Ambientais do IMA/AL vem monitorando a qualidade da água, que apresenta uma queda significativa nos últimos anos, atribuída à drenagem inadequada.

O IMA salienta a urgência de uma política pública municipal focada no ordenamento das ocupações à beira do rio e na implementação de projetos de coleta de esgoto. A monitorização da qualidade da água continua, com relatórios semanais sobre a balneabilidade da praia, assegurando que a população esteja ciente das condições.

Com informações e fotos da Semarh/AL

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