Com a aproximação do período migratório das aves marinhas, que ocorre entre abril e setembro, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) emitiu um alerta à população, enfatizando a importância de evitar qualquer contato com aves que possam ser encontradas em estado debilitado, desorientadas ou com comportamento anômalo, além de aves mortas em áreas costeiras e praias do estado.
Experiências recentes mostram que, apesar da boa intenção de algumas pessoas, há relatos de tentativas de resgatar essas aves ao oferecer água ou tocá-las, o que, embora motivado por compaixão, pode acarretar riscos tanto para a saúde humana quanto para a saúde das aves. O contato direto pode facilitar a transmissão de patógenos, aumentando a probabilidade de doenças.
A assessora ambiental do IMA/AL, Bárbara Ferreira, explicou que diversas espécies de aves utilizam as praias de Alagoas como ponto de parada durante suas longas jornadas migratórias, muitas vezes apresentando sinais visíveis de exaustão, ferimentos ou doenças que necessitam de cuidados especializados. Dessa forma, a recomendação é clara: ao se deparar com uma ave em tais condições, a população deve se abster de manuseá-la, informar imediatamente as autoridades competentes e aguardar a abordagem adequada.
Outro ponto a ser destacado é o potencial risco de doenças transmissíveis, como a gripe aviária. Embora, até o momento, não haja registros do vírus H5N1 em Alagoas neste ano, a precaução é crucial. A assessora afirmou que, mesmo após algum contato inadvertido com as aves, é vital comunicar os órgãos responsáveis para receber orientações sobre os passos a seguir.
Para quem necessitar de assistência, o IMA/AL disponibiliza canais diretos de contato. A Gerência de Fauna pode ser alcançada pelo número (82) 98867-6515, enquanto o Instituto Biota de Conservação atende pelo (82) 99115-2944. O IMA/AL também está monitorando a situação de perto e trabalha na elaboração de um plano de emergência que contemple ações estratégicas voltadas à proteção tanto da fauna quanto da população local. A conscientização e a prevenção são, portanto, fundamentais para garantir a segurança do ecossistema.
Com informações e fotos da Semarh/AL













