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Comunidade de Coruripe participa de oficina para proteger manguezais e garantir sustentabilidade

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Na última quarta-feira, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) se envolveu ativamente na Oficina de Cartografia Social e Planejamento Participativo, uma ação promovida pelo Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente (IGDEMA) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Essa oficina ocorreu no distrito de Barreiras, em Coruripe, e teve a participação significativa de membros da comunidade local.

Essa iniciativa faz parte do programa Pró-Manguezais, uma colaboração entre os Ministérios Públicos Federal e Estadual, que visa a conservação, recuperação e uso sustentável dos ecossistemas de manguezais. Durante a oficina, os moradores puderam contribuir com informações valiosas ao mapeamento das práticas e usos relacionados às áreas de mangue na região. A consultora ambiental do IMA/AL, Islane Emília, enfatizou a importância da participação da população tradicional, como pescadores e marisqueiras. Para ela, essas pessoas têm um conhecimento profundo sobre o local, entendendo suas dinâmicas, pontos sensíveis e áreas de pressão que podem afetar o ecossistema.

A procuradora da República, Juliana Câmara, reforçou que a proteção e recuperação dos manguezais são essenciais. Ela destacou que esses ecossistemas atuam como berçários para várias espécies e são fundamentais não só para a conservação ambiental, mas também para a geração de renda entre as comunidades locais, que dependem da pesca e do turismo. Durante a oficina, os participantes puderam discutir tanto os aspectos positivos da região quanto os desafios que necessitam de atenção.

A professora Simone Affonso, do IGDEMA/UFAL, observou que as interações com a comunidade fornecem insights valiosos para a prefeitura e outras instituições, possibilitando a complementação de informações técnicas e a realização de novos estudos sobre o território. Ela também mencionou que mais oficinas de cartografia social estão programadas não apenas para Coruripe, mas também para a Barra de São Miguel e Marechal Deodoro.

O promotor de Justiça Alberto Fonseca expressou sua satisfação com o envolvimento dos moradores. Ele destacou que essa participação ativa é fundamental para a construção de políticas eficazes voltadas para a conservação e preservação do ecossistema, que pertence ao bioma da Mata Atlântica.

Maria Lúcia, presidente da Associação de Ostreicultores de Barreiras de Coruripe, ressaltou que esta oficina representou uma valiosa oportunidade para o aprendizado de todos sobre a preservação do manguezal, que é vital para a sua sobrevivência. Em suas palavras, ela enfatizou a importância de cuidar do Rio Coruripe e de deixar um legado sustentável para as futuras gerações. Para ela, a luta em favor do bem-estar da comunidade local é uma forma de garantir que seus netos se orgulhem do trabalho que vem sendo realizado em prol da natureza e da cultura local.

Com informações e fotos da Semarh/AL

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