O protagonismo do Brasil, por seu avanço na geração de energias renováveis, acaba de ser destacado em relatório da Agência Internacional de Energia.
A agência elogia o papel desempenhado pelo país em 2025, citando o compromisso de enquadrar a produção de combustíveis sustentáveis até 2035, assumido por governantes e empresários ao final da COP30, que se realizou em Belém, no Pará, no ano passado.
A instituição ressalta que as relações com o Brasil melhoraram de maneira substancial nos últimos anos e que a série de iniciativas brasileiras nesse terreno coroa o país como centro das negociações climáticas globais, consolidando-se em um protagonismo mundial de relevante cooperação nas transições energéticas.
Além do Brasil, o relatório aponta que têm avançado também iniciativas promissoras em outros países da América Latina, com destaque para Colômbia e Chile.
Ao se referir ao protagonismo do Brasil na expansão de suas estratégias de produção de energia limpa, criando oportunidades reais de redução da dependência de combustíveis fósseis (apesar de o Brasil ser um forte detentor de petróleo e gás e possuir uma das empresas petrolíferas mais poderosas do mundo, a Petrobras), a Agência Internacional reconhece que nosso país ostenta uma posição de liderança global na transição energética, com cerca de 88% da sua geração de energia elétrica proveniente de fontes renováveis, tendo-se como referência o ano de 2025.
Em 2024, a energia solar foi a fonte que mais cresceu, colocando o Brasil entre os três maiores produtores de energias renováveis do mundo. A combinação de eólica e solar superou 24% de todas as fontes de eletricidade do país em 2024, com picos de domínio chegando a mais de um terço da geração durante meses específicos.
Os investimentos na produção de energias renováveis são hoje muito expressivos e não param de crescer. Em 2024, por exemplo, o crescimento percentual foi de 6,5% na comparação com 2023, atingindo cerca de US$ 34,8 bilhões (equivalente a cerca de R$ 175 bilhões) em fontes eólica e solar.
Em 2025, o país atraiu algo em torno de US$ 37 bilhões, ou mais de R$ 180 bilhões, de capital estrangeiro, elevando suas vantagens sobre outros países do mundo, em razão de o ambiente natural brasileiro ser plenamente favorável à atração desses recursos externos.
Estima-se, assim, que até o ano de 2034 (daqui, portanto, a apenas 8 anos), o Brasil possa atrair investimentos de até R$ 3,2 trilhões, um dado que o faz se distanciar positivamente de qualquer outra nação latina.
E o Brasil não se preocupa apenas com a tarefa — que em si já é grandiosa — de gerar mais energia renovável. O país planeja investir cerca de R$ 148 bilhões na expansão de 40 mil quilômetros de linhas de transmissão até o ano de 2035, tornando possível reforçar a distribuição, fazendo-a chegar aos lugares mais distantes onde ela é necessária.
A expansão vigorosa das energias renováveis começa a trazer vantagens incomparáveis à economia nacional, com a expectativa de gerar, até 2035, um impacto positivo de R$ 465 bilhões no Produto Interno Bruto.
Os benefícios trazidos pelas energias renováveis aos setores de produção do país são formidáveis. Segundo outro relatório, esse do Balanço Energético Nacional (BEN), a indústria brasileira usou 64,4% dessas fontes em 2024, consolidando um aproveitamento positivo que já atingira 64% em 2023.
Toda essa transformação que o Brasil está vivendo de modo robusto e crescente decorre da riqueza natural e do gigantismo geográfico do país, que se somam a uma imagem positiva que foi possível construir no exterior, atraindo a confiança e a capacidade de investimento de grandes empreendedores, que são levados a colocar seu dinheiro naquilo que lhes assegure retorno e segurança. É isso que está ocorrendo com o Brasil, felizmente.
Por José Osmando













