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Para ampliar negócios na índia, Lula leva maior comitiva de empresários da história | José Osmando

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Na viagem que empreende ao continente asiático, começando nesta quarta-feira em Nova Délhi, na Índia, o Presidente Lula está acompanhado da maior caravana de empresários entre todas as suas viagens internacionais. 

Tudo motivado pelos importantes acordos bilaterais que deverão ser firmados, especialmente no campo da exploração e beneficiamento de terras raras, no setor da Inteligência Artificial e na expansão comercial do Brasil com a Região.

A importância da Ásia se mede a partir da iniciativa de instalar na capital indiana um escritório da ApexBrasil, visando exatamente impulsionar exportações, importações e investimentos bilaterais, com foco na expansão do agronegócio, alimentos, bebidas, máquinas, tecnologia e saúde.

Do mesmo modo, o Presidente Lula se antecipa ao encontro que deverá ter no mês de março com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e fortalece com a Índia e outros países da região uma ampla parceria em torno de Inteligência Artificial e a exploração e beneficiamento de minerais críticos e terras raras, sabendo que isso faz parte prioritária da agenda do governante norte-americano.

 Lula então, dá sinais de que o Brasil e a América do Sul não podem ficar dependentes, como ocorreu historicamente, do domínio dos EUA.

Isso é tão significativo para Lula que ele leva entre seus convidados cerca de 300 a 315 empresários brasileiros, além de 12 ministros de Estado, e técnicos de segmentos constantes da agenda, constituindo a maior delegação oficial de toda a história em viagens presidenciais.

Diante de um cenário global polarizando, com disputas crescentes entre Estados Unidos e China, e a natural expansão e fortalecimento da presença da América Latina e diversos outros países da Ásia, com foco essencial na Índia, o Brasil vê como imperiosa a necessidade de diversificar relações comerciais e cooperação técnico-científica, com olhar atento às políticas de transição energética, exploração de terras raras e minerais críticos, e o uso inevitável da inteligência artificial em diversos campos, notadamente no segmento da moderna indústria e da produção e fornecimento de energias puras.

Nesse esforço de estreitar laços com a Índia- país que já se constitui que no quinto maior parceiro comercial do Brasil, a comitiva que acompanha Lula na viagem inclui forte presença de lideranças do agronegócio, focados no aumento de negócios de produtos como carnes, frutas, suco de laranja, recursos tecnológicos ligados ao campo, e também do uso da inteligência artificial nesse setor.

No conjunto dos acordos a serem celebradas até dia 21 no território asiático, o Brasil também quer fortalecer a presença da Embraer. Há cerca de dez dias, a poderosa estatal brasileira celebrou a compra, pelo Uzbequistão, nação da Ásia Central, de um lote de aeronaves do seu transporte militar C-390 Millennium. Este será o primeiro país do continente asiático a operar o moderno e avançado cargueiro militar fabricado pela Embraer, que será usado em missões humanitárias e de transporte de cargas.

Com reservas comprovadas de cerca de 10% de todo o lítio existente no mundo, o Brasil desperta grande interesse de países desenvolvidos, por ser esse mineral elemento fundamental na cadeia de produção de baterias automotivas e de suporte necessário e crescente para renovação energética baseada em fontes limpas. 

O país já ocupa a 5ª posição em reservas mundiais, mas esse quadro deverá em breve se modificar positivamente  para o Brasil, com as descobertas recentes do lítio em regiões do Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Goiás, Tocantins e alguns Estados do Norte. 

Tudo isso leva a aumentar o interesse brasileiro para os negócios que deve fechar com a Índia e a Coreia do Sul.

Por José Osmando

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