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Nordeste sustenta o crescimento de alunos nas escolas de tempo integral | José Osmando

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O número de alunos matriculados nas escolas de tempo integral no Nordeste, em 2025,  obteve um extraordinário crescimento, consolidando uma opção clara que os governantes regionais fizeram por uma educação de melhor qualidade. No levantamento agora divulgado, a região nordestina lidera o ranking nacional de matrículas e notas do Enem.

Na região, quatro Estados têm mais da metade das matrículas efetivadas nas escolas de Tempo Integral, com liderança absoluta do Piauí, com 81%, seguido de Pernambuco, com 62%, Ceará, com 58% e Paraíba, que tem 51% das suas matrículas nessa  modalidade.

Na contramão do que positivamente se registra no ensino praticado no Nordeste, a região Sudeste, a mais rica do país, teve baixo desempenho. 

A má performance dos estados mais ricos foi puxada por MInas Gerais e Rio de Janeiro, enquanto todas as demais regiões apresentaram crescimento, com  o Nordeste sustentando a liderança absoluta. 

Contra um percentual de 81% de matrículas em trempo integral registradas no Piauí, o Estado de Minas Gerais só conseguiu chegar a 21%. No Rio de Janeiro, mais de 20 mil vagas nessa modalidade de ensino ficaram ociosas, por falta de procura pelos alunos. 

O Sudeste teve menos alunos estudando em tempo integral no ensino médio em 2025 do que em 2022, registrando o desempenho desfavorável dos atuais governandores, na comparação de seu primeiro ano de mandanto com esse último ano.

Um dos aspectos mais louváveis  para os Estados que vêm crescer o numero de escolas de tempo integral e de alunios nelas matriculados, é que estudos apontam que os alunos dessa modalidade obtiveram médias de até 29 pontos superiores em redação, impulsionados por  projetos pedagógicos contínuos.

E por conta dos estágios de evolução que vem obtendo, a rede integral do Nordeste apresentou, em média, 18 pontos acima da média geral do país, com destaque para Piauí, Cerá e Pernambuco. 

No Ceará, por exemplo, 98 das 100 melhores escolas no Enem de 2024 adotaram o ensino integral como modelo. 

Mas estudos do Ideb demonstram que 97 das 100 escolas públicas com melhor desempenho estão no Nordeste, com forte posição dos Estados que lideram no tamanho da implantação desse modelo pedagógico.

As conclusões que vêm sendo obtidas sobre as Escolas de Tempo Inmtegral são de que os benefícios não são apenas os de manter estudantes num ambiente sadio, de estudo e desafios, longe dos apelos negativos que as ruas muitas vezes propiciam, mas por refletirem metodologias ativas, formação de professores e acompanhamento em tempo contínuo. O modelo, por todos os valores demonstrados, tem registrado de maneira crescente uma maior equidade e melhoria de  desempenho de base para a política nacional de tempo integral.

Notam os analistas, debruçados sobre resultados, que esse avanço do ensino de tempo integral vem propiciando notas mais elevadas, bastante superiores no ENEM, com destaque em redação e matemática, com grande contribuição em melhoria significativa do IDEB.

As escolas de tempo integral, com seu sistema de ensino próprio, é apontado por especialistas copmo uma das políticas mais expressivas para aumento da aprendizagem dos estudantes brasileiros.

O  modelo de tempo integral trouxe para os alunos sete horas de aula por dia- ou seja, duas a mais do que os alunos de tempo parcial-, mas isso está fazendo o Brasil se nivelar ao padrão histórico adotado por países desenvolvidos, que têm alto padrão de desempenho.

No Brasil, o índice de alunos matriculados em escolas de tempo integral passou, de um ano para o outro, de 19% para 26%. Mas no Nordeste esse percentual, que já era de 29% (portanto superior ao que o país acacba de conquistar), passou a 44%, embora o Sudeste puxe para baixo esse desempenho, pois ficou na proporção de 22%, contra um percentual de 21% do ano anterior.

Por José Osmando

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