Com uma programação marcada para acontecer na tarde desta quinta-feira, o Supremo Tribunal dá o pontapé na sua campanha Democracia Inabalada, lembrando os 3 anos dos episódios de 8 de janeiro de 2023, que abalaram as bases do sistema democrático brasileiro e foram responsáveis pela depredação das sedes dos três Poderes, em Brasília.
O ato no STF começa com a abertura da exposição“ 8 de janeiro: as Mãos da Reconstrução” e a exibição de um documentário intitulado “8 de janeiro um dia para não esquecer”, produzido pela TV Justiça, que registra as histórias de servidores do Supremo que testemunharam os ataques promovidos contra o STF.
Em 8 de janeiro de 2023, o edifício-sede do STF, projetado por Oscar Niemeyer, foi invadido e depredado durante ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Salas, obras de arte, móveis e equipamentos foram destruídos. Apesar dos danos, as instalações foram restauradas e o local reaberto em 24 dias, tornando-se símbolo da resistência das instituições democráticas.
Após três anos de apuração dos fatos, indiciamento e julgamento dos principais responsáveis pela tentativa de golpe de Estado que se deu em 8 de janeiro de 2023, o STF (Supremo Tribunal Federal) chega a 2026 com 29 réus condenados, sendo o
principal deles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que a Suprema Corte considerou o principal e maior interessado e beneficiário e líder dos eventos criminosos.
Dos que já foram julgados e condenados, 23 estão presos, sendo 14 em regime fechado, como o próprio ex-presidente, nove cumprem prisão domiciliar e três seguem foragidos.
O Governo do Presidente Lula-, que foi o grande alvo dos atos golpistas de 8 de janeiro, realizados na forma como ocorreram, para impedir que o Presidente recém-empossado continuasse no cargo-, também realiza solenidades nesta data, destacando-se ato solene no Palácio do Planalto e atos públicos promovidos pelo Partido dos Trabalhadores, que terão o tom de alerta, para chamar a atenção da Nação para as violências registradas e para as formas criminosas que movem a extrema-direita nas suas tentativas de permanecer ilicitamente no poder.
Embora as solenidades realizadas pela manhã no Palácio do Planalto contém com a participação de vários deputados e senadores, não há qualquer notícia de que o Parlamento brasileiro- que teve as duas sedes ( Câmara e Senado) invadidas e depredadas em 8 de janeiro- fará alguma solenidade para lembrar o deplorável acontecimento, o que só faz aumentar o convencimento de que as lideranças do Legislativo andam ultimamente na contramão da história.
Por José Osmando













