logo_mco_2023_200X75
logo_mco_120X45

Publicidade

Publicidade

Diminui no Nordeste a diferença entre os muito ricos e os mais pobres | José Osmando

COMPARTILHE

O Pacto Brasileiro das Desigualdades – um esforço coletivo de entidades e organizações comprometidas com a justiça social, sob a liderança da OXFAM –, acaba de divulgar seu relatório de 2025, com dados comparativos a 2024, e nos deixa uma notícia alentadora: a diferença de renda entre os que formam o universo do 1% mais rico do Brasil e os que integram os 50% mais pobres da população sofreu uma pequena queda nesse período.

E foi no Nordeste que se verificou o maior percentual de baixa.

Em 2023, a concentração de renda dos 1% mais ricos era de 33,6% na região nordestina, caindo para 32% no ano passado. Mesmo com essa queda – que, embora residual, parece animadora –, está exatamente no Nordeste a maior diferença entre os muito ricos e os 50% mais pobres: 32 vezes mais, exatamente.

Embora em todo o Brasil tenha se registrado recuo nessa imoral desigualdade – com a queda no Nordeste tendo sido a mais significativa –, o Sul do país, na contramão dessa triste realidade, foi a única região que registrou aumento da concentração, passando de 22,4% auferidos em 2023 para 23,3% em 2024.

No contexto nacional, em 2024, o rendimento médio do 1% mais rico do país foi 30,5 vezes superior ao rendimento médio dos 50% mais pobres, apresentando redução em comparação com o ano anterior. Enquanto entre os nordestinos o índice baixou 1,3 ponto percentual, no Sul houve um acréscimo de 0,9 ponto, o que significa que, por lá, mais pessoas entraram na lista da pobreza ou que – o que é provável – um pequeno conjunto de pessoas subiu para o andar superior da extrema riqueza.

Mesmo diante desse resultado, o Nordeste segue apresentando a pior desigualdade (com 32 vezes a diferença de renda entre os dois universos levantados pelo relatório), enquanto o Sul, mesmo com elevação entre um ano e outro, continua tendo a menor diferença entre os muito ricos e os muito pobres.

Essa ação que a OXFAM (uma organização civil, sem fins lucrativos e sem vinculação político-partidária) desenvolve no Brasil já há 11 anos coordena um trabalho vigoroso que reúne mais de 300 parceiros, tendo como foco principal o combate às desigualdades econômicas e sociais, às desigualdades de renda e também atuando em iniciativas que tenham como meta o combate ao desequilíbrio ambiental.

Todo o esforço que empreende é na urgência de transformar o combate às desigualdades em prioridade nacional, por considerá-las inconstitucionais, injustas e letais. Foi com esse objetivo, reunindo várias dezenas de organizações da sociedade civil, que organizou e vem realizando anualmente o Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, resultando nesse relatório agora divulgado, como acontece a cada ano.

O relatório é um ponto de reflexão, um documento sobre o qual, pelas inúmeras variantes e constatações que produz, autoridades governamentais e instituições podem se debruçar na busca de caminhos que colaborem para reduzir as desigualdades e promover mais justiça social.

A Oxfam Brasil (parte da Oxfam Internacional), nesse seu papel de esforço pela redução das desigualdades, tem uma forte relação com o programa Bolsa Família, sempre atuando em sua defesa e se posicionando contra governantes que tentaram colocar um fim nesse importante mecanismo de combate à fome, como ocorreu em 2021. Nessa tarefa, participa ativamente de debates públicos sobre o aprimoramento e a importância dos programas de transferência de renda como instrumentos de segurança alimentar e inclusão social.

Na visão da OXFAM, o Bolsa Família é uma das políticas mais baratas e eficientes para a redução da pobreza e para garantia de segurança alimentar das famílias pobres.

De fato, o Bolsa Família, criado em 2003, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República, e aperfeiçoado em 2023, no seu retorno pela terceira vez, tem sido bastante aplaudido e elogiado mundo afora, tendo sido o caminho para que o Brasil fosse retirado do Mapa da Fome Mundial, algo que aconteceu neste ano de 2025, reconhecido pela FAO e pela ONU.

Esta é a segunda vez que o Brasil sai do Mapa da Fome. A primeira foi no segundo mandato de Lula, tendo voltado à deplorável condição de pobreza extrema no governo passado, e agora sai desse mapa vergonhoso. E sai, conforme garante o ministro Wellington Dias, titular da pasta do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, “para não mais voltar a essa condição de miséria”.

Wellington Dias, que está à frente do Ministério desde a posse de Lula em janeiro de 2023, foi o responsável pelas transformações ocorridas no Bolsa Família, que o aperfeiçoaram, deixando-o mais ágil, mais transparente e mais seguro quanto a desvios de finalidade. Ele tem celebrado, com justificadas razões, o sucesso do programa e os avanços que as camadas mais vulneráveis da população estão começando a viver.

Por José Osmando

0

LIKE NA MATÉRIA

Publicidade