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Confiança do consumidor coloca o Brasil no 6º melhor lugar do mundo | José Osmando

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O consumidor brasileiro supera os mexicanos, australianos e norte-americanos quando se quer saber o grau de confiança que depositam na economia de seu país, conforme nova rodada da pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, do mês de janeiro de 2026, que foi realizada em 30 países. 

A confiança do brasileiro na economia cresceu dois pontos na comparação com dezembro, colocando o país na 6ª colocação mundial, com 55.1 pontos, bem acima da média global, que é de 49.9 pontos.

Entre os dez primeiros colocados, os brasileiros só ficam atrás dos nativos da Indonésia, que revelam 62,6 pontos; da Índia, com 60.7; Malásia, com 59.9; Tailândia, com 57.2 e Suécia, com 56.9 pontos, mas ficam  à frente de México, com 54.2 pontos, Austrália, com 53.9, Estados Unidos, com 53.8 e Países Baixos, com 52.6 pontos.

Na comparação com o mês de janeiro de 2025, o nível de confiança dos brasileiros cresceu 4 pontos. O crescimento foi puxado pela melhoria no subíndice de emprego e indica que este início de ano será marcado por uma performance de estabilidade no mercado de trabalho e por uma leitura mais positiva de produtores, investidores e consumidores  em relação às condições futuras da economia. 

O mercado de trabalho brasileiro fechou o ano de 2025 criando 1.279.493 novas vagas com carteira assinada, conforme dados registrados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados(CAGED), um pouco abaixo de 2024, mesmo assim permanecendo em recorde histórico nas taxas de desocupação. 

As admissões em 2025 permaneceram sendo superiores às demissões, daí gerando mais uma vez saldo positivo.

Aqui ao nosso lado, os argentinos, que no início de 2025 demonstravam mais confiança do que mesmo os brasileiros em sua economia, agora deram grande passo para trás, marcando 48.6 pontos, o que reflete um estágio econômico marcado por incertezas, volatilidade e desconfiança. A Argentina ficou na 20ª posição no ranking mundial, muito abaixo da 6ª colocação do Brasil.

No plano geral, os analistas da pesquisa Ipsos observam que 2026 aponta para um consumidor global mais confiante, mas ainda bastante distanciado de um cenário de recuperação robusta e persistente. Há sinais de um ajuste gradual das expectativas, sustentado por indicadores positivos no mercado de trabalho e por uma visão mais otimista de futuro imediato, mas ainda sugerindo cautela em relação a vários desses países pesquisados, cujos indicadores estão abaixo da linha de prosperidade. E o Brasil, para conforto de seus consumidores, não consta dessa lista de pessimismo
Ao contrário, vem revelando crescente avanço na produção, no consumo, no emprego e numa gradual elevação  da renda.

O crescimento da produção industrial do Brasil em 2025 ficou na casa de 1,7%, impulsionado pelas atividades extrativas ( que cresceram 7,4% até o terceiro trimestre), e também marcado pelo avanço da construção civil. 

Mas aqui vale uma constatação importante, que revela o nível de retomada dos investimentos na produção. O setor de máquinas e equipamentos encerrou o ano passado com receita de R$ 298, 9 bilhões, um crescimento de 7,3%, com recorde histórico em importações e um foco significativo em modernização tecnológica. 

Projeta-se para este ano de 2026 um investimento nesse segmento superior a R$ 10 bilhões, um cenário pouco provável quando se olha para o ano de 2022, quando o setor industrial vinha sustentando, desde 2016, um dos seus mais longos períodos de desaceleração e ausência de perspectivas positivas.

Por José Osmando

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